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quarta-feira, 2 de março de 2016

A CARÊNCIA E O FAKE





Às vezes penso em algo por anos, mas não consigo formular o raciocínio completo, até chegar “a última peça do quebra-cabeças” e tudo vim a tona, uma dessas coisas é carência afetiva. Infelizmente não é algo que só sofrem pessoas pobres, “nerds punheteiros que não pegam ninguém” ou alguns outros clichês. É uma rede que atinge todas as pessoas no planeta, diferenciando os níveis e épocas da vida, é algo tão natural como respirar. Como cada ser lida com isso varia muito, ou se nega ou assume que possui, porém entenda, ninguém escapa.
Eu gosto de lidar com tudo da maneira mais fria e impiedosa racíonal possível, ponderando onde todos os lances pretendem me levar, e o que de fato eu quero. Minha lógica simples se sente ociosa quando defrontado com uma imagem como essa:



Consegue acompanhar o nível do raciocínio dos centenas de comentaristas? Algo como “Vou chamar de gostosa, fazer alusões sexuais, e em breve ela deve me contatar aqui inbox e dá para mim”. Eu não vou nem entrar aqui com “Isso desvaloriza a mulher”, porque tento ser justo, quem coloca uma foto dessas em seu intimo não se sente desvalorizada por ser “cantada”, o faz já pela atenção, mesmo dizendo de pé junto que “eu não fiz nada demais, são os homens que se comportam como selvagens”, tá bom, senta lá Geisy Arruda.

 O que eu falo, é do cara se sentir macho por ficar fazendo comentários futeis, e muitas vezes servir de capacho só para “olhar para a sua musa”. Total ausência de culhões, e ainda mais... Carência afetiva. E vamos multiplicar isso por dez, quando quem comenta é tão ignorante que não sabe que quem ele tá dando em cima é...

UM FAKE.

Essa na imagem é Mia Kalifa, uma atriz pornô. Mas o nível de solidão é tão grande, que nem ao menos saber quem ela é os infelizes sabem, se soubessem, poderiam até ter se iludido um pouco mais e fazer os comentários que fizeram após ter prestigiado algumas das atuações dela no Xvideos. Antes fosse isso um mísero ato aleatório, mas ele faz parte de uma sequencia maior, que se estende a boa parte do que você pode se atencionar em outras redes sociais, ou mesmo interações no mundo “real”. Para a leitura desse texto – se tiver chegado até aqui – e pense: Quantos cliques deu hoje por impulso da... ? Esse daqui mesmo, não um deles? Clicar nesse vídeo abaixo, não seria um deles?


E não, não sou santo, não sou blindado, ou um padre quimicamente castrado, sou também mais um atingido por isso. O “X” principal é isso fazer uma fusão imbatível com o ócio do dia a dia, virando impotência, medo, covardia com as outras atividades cotidianas. Homens não devem ter vergonha de gostar de sexo, de ver uma gama gigantes de mulheres nuas para ele, ele apenas deve saber “quando é a hora do recreio, e quando é a hora de estudar”, por mais primário que isso possa parecer. Gostar de pornografia, não lhe faz um perdedor, a questão do gosto por ela é bem maior do que ausência de uma parceira sexual, o que lhe faz um perdedor, é agir como um.


Se achou esse texto muito curto e didático, além de fraco, não se preocupe, também achei. Com o tempo ele ganha mais força e conteúdo.

Força e honra.

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