Retrospectiva Melhores histórias da Carol Danvers (Segunda Era Miss Marvel)

 



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Apesar de todo o trabalho de Chris Claremont em mostrar a evolução de Carol em Binária, a personagem ainda estava longe de ser a heroína popular que os fãs conhecem hoje em dia. Ela ainda continuava sendo uma personagem sem revista solo, tendo apenas participações nas revistas de outros heróis.



No entanto as coisas começaram a mudar do final dos anos 90, quando Carol, tendo reassumido sua identidade de Ms Marvel, começou a ganhar um novo destaque, sendo desenvolvida pelas mãos de Kurt Busiek em sua fase dos Vingadores.




Um tempo depois, ela viria a ter uma nova revista solo, escrita por Brian Reed, que estabeleceu oficialmente Ms Marvel como uma das heroínas principais da Marvel, tendo a presença em vários títulos da editora, assim como em adaptações e vídeo games (um deles tendo sido Marvel Ultimate Alliance, que foi minha introdução a personagem).




Essa parte da retrospectiva ira falar das melhores histórias dessa que foi uma das eras mais populares e importantes para Carol Danvers, representando onde ela ascende a posição de uma figura importante nos quadrinhos da Marvel.


Viva Kree ou morra (Iron Man vol.3 nº07, Captain America vol.3 nº08, Quicksilver nº10 e Avengers vol.3 nº07)



A evolução de Carol Danvers nesse período começou com seu retorno aos Vingadores durante a fase do Kurt Busiek e o saudoso George Perez.

Embora a presença de Carol na equipe representasse uma vantagem para os heróis mais poderosos da Terra em suas aventuras, Busiek subverteu a expectativa dos leitores, mostrando a Carol agindo de forma bem arrogante, impulsiva e rebelde do que de costume.

O motivo por trás desse comportamento se revelou algo bem mais sombrio: Carol tinha sofrido uma redução de seus poderes. Devido a pressão que ela tem sentido ao voltar para os Vingadores, ela tem tentado ignorar esses problemas através de bebidas.

“Viva Kree ou Morra!” é quando as ações da Carol finalmente tem graves consequências. Ao tentar ajudar os Vingadores a impedir uma nova investida dos Kree contra a Terra, a heroína sucumbe ao seu alcoolismo e tenta derrotar os Krees sozinha para provar seu valor. Nessa imprudência, não só ela é capturada como, ainda por cima, ao tentar destruir uma arma dos Kree, ela coloca a vida do seus companheiros em perigo, ferindo Dentinho.

O final desse arco é devastador para Carol, que é confrontada pelos seus amigos e, devido sua incapacidade de aceitar ajuda deles, ela sai da equipe. Mais uma vez a vida dela tinha saído do controle. Agora a pergunta deixara era: Como que Carol poderá resolver essa situação?

Espólios da guerra (Iron Man vol.3 nº11 e 12)



A saída de Carol dos Vingadores foi amarga, com ela tendo liberado sua frustração neles e, mais uma vez, se afastado das pessoas que se importavam com ela. No entanto, ela logo aprenderia que alguns laços de amizade não podem ser quebrados tão facilmente.

Enquanto tentava recomeçar sua carreira como escritora, Carol ficou frustrada com a visita de Tony Stark, que desejava ajuda-la com seus problemas, algo que o próprio se relacionava devido ao seu passado como alcoólatra. A princípio, Carol rejeita sua preocupação. No entanto, quando o Maquina de Combate tem sua armadura controlada por um vilão misterioso, que o faz atacar Tony, Carol ajuda o herói a salvar seu amigo.

Esse quadrinho não só marca Carol se tornando uma personagem recorrente na hq do Homem de Ferro, mas o início de sua amizade com Tony, que assumirá um papel importante em sua batalha contra o alcoolismo.

A trilogia Ultimo (Iron Man vol.3 nº18,19,21,23 a 25)



Enquanto bater em vilões brucutus e impedir desastres, é fácil para Carol, enfrentar algo como alcoolismo é muito mais complicado.

Mesmo tendo feito as pazes com Tony e os Vingadores, Carol ainda insistia que ela poderia lidar com seu vicio sozinha. Como em muitos casos de alcoólatras, ela acaba percebendo o quão difícil é deixar esse comportamento, tendo relapsos e sendo confrontada por Tony, que tenta convence-la a aceitar a ajuda.

A trilogia de Ultimo marca o grande teste da heroína, com Carol após ter sido nocauteada por Tony (tentando impedi-la de interferir num confronto com o robô gigante Ultimo), foge do hospital e vai para um bar. No entanto, ao ver que Tony está em apuros, Carol toma sua decisão e vai ajudá-lo.

Esse momento marca a conclusão do arco da Carol, com ela, no final, se entendendo com Tony e começando a participar de um encontro para ajudar vítimas de alcoolismo. Foi uma batalha que Carol triunfou não com força física, mas sim humildade e o apoio de seus amigos.

Dinastia Kang (Avengers vol.3 nº 41 a 54)



Uma das melhores histórias da fase dos Vingadores de Kurt Busiek e George Perez, é Dinastia Kang. Nessa saga épica, os heróis mais poderosos da Terra tem lidar com várias catástrofes manipuladas pelo seu grande inimigo, Kang o Conquistador.

Enquanto o arco em si é um dos melhores dos Vingadores, sua presença nessa lista se deve ao arco pessoal da Carol Danvers, que não só tem que ajudar seus amigos a impedir a invasão de Kang, como ainda confrontar seu passado, quando descobre que o Centurião Escarlate, o braço direito de Kang, é uma versão alternativa de Marcus, o ser dimensional que a estuprou.

Para tornar as coisas mais complicadas entre os dois, Marcus acaba desenvolvendo um interesse por Carol, ficando em dividido entre sua lealdade a Kang ou sua paixão por essa guerreira que o odeia.

Esse arco não melhora em nada a qualidade de Vingadores 200, mas usa as consequências dessa história para cria um drama interessante entre os dois personagens, cuja conclusão é bem realista e fora do padrão que muitos esperavam de histórias de super heróis e sua imagem inocente.

Contos do viajante (Ms Marvel vol.2 nº4 e 5)



Em 2005, durante a Dinastia M, a Feiticeira Escarlate prendeu todos os heróis da Marvel numa realidade onde os mutantes eram a espécie dominante e os heróis tinham vidas diferentes. No caso da Caro, ela era uma das heroína conhecida e idolatrada pelo público.

No final do evento, os heróis conseguiriam restaurar a realidade de volta ao normal. No entanto, inspirada pela popularidade que tinha naquele mundo, Carol decide atingir seu potencial e ser uma heroína bem mais ativa. Isso foi o pontapé inicial para a fase de Brian Reed, que focou na Ms Marvel entrando nessa vida de celebridade, marcando uma entrevista com agente de publicidade.

Entretanto seus planos acabam sendo interrompidos por um ataque de Warren Traveler, um mago viajante do tempo que tinha escapado da realidade da Dinastia M, buscando vingança contra Carol.

Diante um inimigo expert em magia, Carol faz um team up com o Doutor Estranho para poder derrotar Traveller (armado com a varinha de Wattomb) e impedir que seus feitiços destruam Nova York.

Seu próprio pior inimigo (Ms Marvel vol.2 nº9 e 10)



Um tipo de história muito usado em super herói é quando o(a) protagonista tem que enfrentar uma versão maligna dele(a) de um universo paralelo.

Em “Seu próprio pior inimigo”, Carol encara essa situação quando ela é confrontada, em seu apartamento pela Vampira, acusando-a de tê-la atacado. Enquanto discutem as duas acabam ficando chocadas ao encontrarem uma outra Carol Danvers, que demonstra ter um grande ódio pela mutante.

É revelado que essa mulher é Warbird, uma Carol de universo paralelo, onde ela nunca teve ajuda com seu alcoolismo e, por causa de sua depressão, o universo dela foi destruído. Tomada por tristeza e raiva, ela passou a viajar pelo multiverso caçando versões da Vampira, a quem ela culpa por seus fracassos.

Então essa história constrói para um clímax onde Carol enfrenta a Warbird, com a vilã representando um reflexo do tipo de pessoa que ela poderia ter se tornado, algo que deixa a Carol bastante afetada emocionalmente no final.

Preparar, apontar, fogo (Ms Marvel vol.2 nº15 a 17)



Durante a Guerra Civil, Carol lutou ao lado do Homem de Ferro e os heróis que apoiavam a Lei de Registro. Quando o conflito terminou com a prisão do Capitão América, Tony foi promovido a diretor da SHIELD e escolheu Carol para ser a lider dos poderosos Vingadores. Embora tenha aceitado a oferta de Tony, Carol o convenceu a lhe dar comando de um segundo esquadrão, a Lightning Storm, uma força tarefa dedicada a sabotar organizações criminosas antes que pudessem se tornar uma ameaça maior.

Dessas missões, uma que se destacou foi o arco “Preparar, apontar, fogo”, onde Carol e sua equipe acabam se envolvendo numa guerra entre facções da IMA com potencial para colocar toda Nova York em perigo.

Isso leva a uma aventura bem estilo de espionagem, com várias cenas de ação, investigação, traições e reviravoltas inesperadas. Esse arco é um exemplo de como uma personagem como a Carol conseguia funcionar em tipos diferentes de tramas.

 

 Bonecos (Ms Marvel vol.2 nº18 a 20)



Após ter colocado Ms Marvel em vários tipos de aventuras envolvendo ameaças globais e super vilões, Brian Reed trouxe a personagem de volta a enfrentar tópicos relacionados as injustiças contra mulheres. Nesse caso o assunto é tráfico e escravidão de mulheres

Como um filme de suspense, a trama envolve Carol e sua equipe investigando o desaparecimento de várias mulheres, incluindo super heroínas como Tigra e Estatura. Essa missão se torna mais pessoal quando Carol descobre que uma das vítimas foi sua amiga Anya Corazon (a jovem heroína Araña).

A busca leva Carol e seus companheiros até a América do Sul, onde eles descobrem que as mulheres capturadas estavam sendo controladas pelo Mestre dos Bonecos. Sob o poder do vilão, elas atacam a heroínas, forçando Carol a considerar ter que lutar contra essas vítimas inocentes para poder derrotar o vilão.

O roteiro não hesita em abordar o quão terrível foram as ações do Mestre dos Bonecos e o trauma que ele causou em suas vítimas, levando ao conflito dele com Carol terminando com a heroína enfurecida tomando uma decisão bem questionável.

Monstro e a Marvel (Ms Marvel vol.2 nº21 a 24)



No início da fase de Brian Reed, o primeiro inimigo que Carol enfrentou foi Cru, uma criatura que buscava eliminar uns membros da Ninhada, outros inimigos da Carol. A batalha terminou com o alien sendo dado como morto.  No entanto, aos poucos Carol foi descobrindo que Cru tinha sobrevivido e criou um elo psíquico com Carol.

“Monstro e a Marvel” é quando essa trama chega em seu ponto alto, com a ressuscitada Cru, levando Carol para a Ilha Monstro. Lá, a criatura revela que uma colmeia da Ninhada, liderada pela também ressuscitada rainha (vilã principal da Saga da Ninhada). Com Cru fundida ao seu corpo e interferindo em seus poderes, Carol acaba tendo que sobreviver sozinha na ilha, enquanto aprende mais sobre Cru e seu ódio pelos invasores.

Essa história se trata de um drama psicológico bem intenso, com várias revelações sobre a personagem Cru e uma boa exploração do paralelo entre ela e Carol que também tem seus traumas ligados a Ninhada.

Ela também possui uma das melhores lutas da Carol contra a Rainha da Ninhada, recheada de momentos de suspense que prendem a atenção do leitor.

Guerra das Marvels (Ms Marvel vol.2 nº38 a 46)



Por ter assumido a identidade da Ms Marvel durante o período do “Reinado Sombrio”, muitos leitores assumem que a Rocha Lunar era uma inimiga da Carol desde sua introdução. Isso não é verdade.

O alter ego de Karla Soften era parte dos Mestres do Terror e inimiga dos Vingadores. Embora ela tivesse momentos de redenção trabalhando com os Thunderbolts, ela era a integrante mais maliciosa e agindo por interesse próprio. Sua rivalidade com Carol só veio acontecer após Norman ter se tornado diretor da HAMMER e passado a caçar super heróis. Com Carol Danvers tendo sido dada como morta, o empresário corrupto escolheu Karla para assumir o manto de Ms.Marvel e ser parte de seus Vingadores Sombrios.

Com sua manipulação, a vilã consegue facilmente enganar o público, enquanto ainda realiza suas ações extremas e cruéis. No entanto, aos poucos, seu estado começa ficar mais instável, conforme uma figura de energia aparece, simbolizando um retorno da Ms Marvel original.

Enquanto a ressurreição de Carol é bem previsível e confuso (se encaixa com a temática da história, mas ainda assim é bem complicado), tudo envolvendo a Karla é muito bem escrito. Embora ela continue sendo a femme fatale que os fãs conhecem dos Thunderbolts, o roteiro vai desconstruindo essa imagem, conforme a pressão de ser Ms.Marvel expõe um lado bem mais inseguro da vilã, envolvendo sua frustração em atender a expectativa dos outros e reconhecer suas próprias falhas, criando um paralelo entre ela e o arco da Carol nessa fase.

 

O Espetacular encontro Aranha (Ms.Marvel vol.2 nº47)



Enquanto heróis como Demolidor e Tocha Humana são os aliados mais conhecidos do Homem Aranha, é raro ver algum fã falar da dinâmica do Escalador de Paredes com a Carol Danvers. Considerando o quão opostos eles são (Homem Aranha é um jovem piadista enquanto Carol é dedicada e séria), é fácil de achar que eles não se dariam bem juntos.

Contudo, na fase de Brian Reed é mostrado os dois ficando bem próximos. Dos seus team-ups “O Espetacular encontro Aranha”, é o mais divertido com Peter e Carol saem juntos num encontro.

A primeira vista é estranho ver esses dois juntos, porém o roteiro dá uma química bem convincente, com Peter conseguindo trazer um lado bem mais descontraído da Carol, apesar da vida complicada dos dois como heróis. Os dois conseguem se relacionar muito bem um com outro pelo fato de ambos estarem lidando com problemas em suas vidas causadas por suas escolhas e a responsabilidade de seus deveres.

Fidelidades (X-men Legacy 269 e 270)



Já que a primeira era da Carol como Ms Marvel terminou com o primeiro conflito dela com a Vampira, nada mais justo que concluir esse capitulo da segunda era dela como Ms Marvel falando de uma história envolvendo um novo duelo entre as duas rivais: Fidelidades.

Em contexto, isso aconteceu durante os eventos de Vingadores vs X-men, quando a Fênix acabou possuindo cinco integrantes dos Filhos do Átomo (Ciclope, Emma Frost, Magia, Colossus e Namor) e eles usaram seu poder para criar uma Utopia. Vendo isso como um abuso de poder e privação da liberdade das pessoas, os Vingadores se opuseram, causando uma guerra entre as duas equipes.

Obviamente, Carol e Vampira se viram em lados opostos, e tiveram um novo duelo. Tendo absorvido os poderes do Homem de Gelo e de sua adversária, Vampira consegue derrotar Carol, porém não antes vingadora aponta os erros cometidos pelos Quinteto Fênix em sua busca de tentar criar uma utopia.

Embora se negando a acreditar nas palavras de Carol, Vampira, após ver que o Quinteto Fênix está prendendo seus inimigos no Limbo, percebe que a Ms Marvel tem razão, levando as duas a trabalharem juntas para escapar dessa dimensão infernal.

Carol pode não ter derrotado Vampira fisicamente, porém ela venceu a batalha ideológica, contribuindo para um grande passo na evolução de sua dinâmica com a X-men, cuja conclusão iremos falar no próximo capitulo.

Então é isso! Quais são suas histórias favoritas da Carol Danvers na sua segunda era como Ms Marvel? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo