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Parte IX
Terminei com
a minha espécie porque ela não podia me ajudar com a minha dieta
Pessoas pensam que sou insano porque estou aborrecido o tempo todo
Pessoas pensam que sou insano porque estou aborrecido o tempo todo
Do Pólo Norte se retira um trio um
tanto peculiar. Acho que você já sabe; um cientista, um escritor/jornalista e
um dinossauro. Os dois primeiros são levados na grande mão aberta do último.
Alguém não muito menos peculiar e com uma visão muito boa os vê e trata de
chamar a atenção deles passando um pouco longe no seu trenó voador.
-
Rapaaaaz!!! - grita o idoso com grande barba branca - E não é que você achou
mesmo o dinossaaaaauro?! - Ele se referia ao jornalista, que respondeu.
- Sim! Viu só?! Você... Você não quis acreditar em mim!
- Eu acreditei sim! - ele corrige com bom humor - E também ainda acho que você vai morrer! - Ele sorri e se despede dando risada como um demente maluco. Soava feliz, mas ainda assim demente e maluco.
- Sim! Viu só?! Você... Você não quis acreditar em mim!
- Eu acreditei sim! - ele corrige com bom humor - E também ainda acho que você vai morrer! - Ele sorri e se despede dando risada como um demente maluco. Soava feliz, mas ainda assim demente e maluco.
Sin finalmente estava fora da maldita
Casa de Noberto, mas não expressava nenhum alívio, nem nada. Os seus olhinhos
biônicos não eram o bastante para identificar onde estava daquela altura, ainda
mais com a velocidade de locomoção do dinossauro. Mas ele pensava no garoto que
havia morrido, por alguma razão ele tinha ficado pensando nisso.
O silêncio é quebrado pela monstruosa e novamente monótona voz de Noberto
- Genio Sin. Estamos quase chegando nos Estados Unidos. Você deve lembrar onde ficavam os laboratórios, não lembra?
- Ah sim. É próximo de Washington. Você vai destruir tudo?
- Não. Vou abaixar vocês um pouco. Avise quando estiver bom pra descer.
- Você não vai ficar junto com a gente?
- Não. Vou bater um papo com o Presidente. Esse é o país mais importante da Terra no momento, não é?
-Sim, isso não mudou nos últimos anos. Não pode ter mudado.
O silêncio é quebrado pela monstruosa e novamente monótona voz de Noberto
- Genio Sin. Estamos quase chegando nos Estados Unidos. Você deve lembrar onde ficavam os laboratórios, não lembra?
- Ah sim. É próximo de Washington. Você vai destruir tudo?
- Não. Vou abaixar vocês um pouco. Avise quando estiver bom pra descer.
- Você não vai ficar junto com a gente?
- Não. Vou bater um papo com o Presidente. Esse é o país mais importante da Terra no momento, não é?
-Sim, isso não mudou nos últimos anos. Não pode ter mudado.
Realmente, haviam mais diferenças para
Genio Sin do que para Noberto, que havia os visitado apenas há alguns meses, em
junho do ano anterior. Apesar de não terem falado, havia algo diferente que
ambos haviam notado, principalmente Noberto. Tinha ninguém nas ruas.
Absolutamente ninguém. Era estranho. O último dinossauro avançava olhando pra
baixo para evitar pisar em civis, mas não aparecia um único indivíduo. Foi
rápido, mas ele lembrava das outras vezes; pareciam insetos, eram um monte de
pessoas correndo e gritando, completamente desorganizadas. Era tão estranho...
Como é que todo mundo tinha sumido? Era noite, ele pensava que talvez tivessem
se recolhido para dormirem, mas isso não condizia muito bem com o que via na
TV.
De alguma forma nomeocultado
havia conseguido dormir durante a viagem (talvez tivesse desmaiado); ao seu lado
na mão de Noberto, Genio Sin avisa que já estão em um bom lugar para descer,
então são colocados no chão.
- Façam o que precisarem fazer, eu vou visitar o Presidente. Mas lembrem-se, não podem ser produzidos clones meus, para agora, pro futuro, jamais!
- Ok. Eu vou me achar. - Responde Sin. - Nos veremos novamente?
- Eu não sei.
E em pouco tempo o tão grande dinossauro não pode mais ser visto.
- Façam o que precisarem fazer, eu vou visitar o Presidente. Mas lembrem-se, não podem ser produzidos clones meus, para agora, pro futuro, jamais!
- Ok. Eu vou me achar. - Responde Sin. - Nos veremos novamente?
- Eu não sei.
E em pouco tempo o tão grande dinossauro não pode mais ser visto.
Exageradamente agasalhado e com sua grande mochila nas costas ele funga o nariz e pergunta em tom quase cantado
- Onde estamos?
- Nós voltamos para a América - responde seu acompanhante sério e bravo. - Finalmente... Depois de tantos anos. Sugiro que você me acompanhe, se forem os meus últimos momentos seria bom que você registrasse. Vamos aos meus velhos laboratórios. Não se surpreenda se for considerado uma invasão.
Determinado e mal-encarado, ele segue por ruas escuras. Parece andar sem direção por um tempo, mas a falta de paradas ou falas traz contradição a essa possibilidade. Virando o rosto bruscamente o cientista maluco aponta para uma calçada cinzenta com algumas árvores e exclama
- Ali! O que é aquilo ali?
- Ei... o que é aquilo lá...? - pergunta
- Oh! Defenda-se! - Alertou Genio Sin - Dá para notar que não é um humano normal, é uma mutação! - Eles acompanhavam o ser humanóide que possuía uma aparente cauda e um braço que afinava conforme se esticava pelo chão. - O governo deve ter feito um trato com os aliens! Como Noberto, aquele assassino! As orelhas, é uma mutação! Cuidado, me livrarei dele! - Então Genio Sin mais uma vez transforma seu bracinhozinho multifuncional em uma arma e dispara projéteis iluminados de energia em direção a criatura na rua escura. A mancha disforme dá uma pirueta após ser acertada e cai no chão da calçada. Atrás de uma árvore. Não se move mais. Os dois correm rápido em direção ao cadáver.
- Maldito monstro, - comenta Sin - sorte que eu o eliminei.
- Ei... não é um mutante - o outro diz se ajoelhando do lado do corpo - É só um maluco vestido de gatinha! - ele observa - E aquilo caindo parece um chicote... É! É tipo um desses chicotinhos de sex shop!
- Impossível... - contesta Sin - E os aliens?
- Mas que aliens...?
- Ué, oras, não tem ninguém...
- Pô, você matou o cara.
- AH QUIETO! Ninguém mandou andar vestido assim essa hora.
- Ainda assim é assassinato, cara. Vamos esconder o corpo?
- NÃÃÃÃÃO! Vamos em frente. Vamos fingir que isso não aconteceu!
- Bem, deixa eu fechar os olhos dele...
- VAMOS LOGO!
Sin prossegue nervoso, seguido do
jornalista que olhava pra trás como se o homem vestido de gatinha pudesse se
levantar para alcançá-los a qualquer momento enquanto o Sol não nascesse. Ele
se aproxima de uma loja e finalmente fala.
- Nossa, mas até a cafeteria está fechada? Será possível que foram todos abduzidos?
Então ele começa a mexer na porta para ver se consegue abrir.
- Quer que eu tente?
- Não. Hum... - ele pensa - Devia ter criado uma perna biônica. - Uma linha de laser é desferida a partir do seu olho esquerdo, e em pouco tempo a maçaneta vai derretendo.
- Meu Deus, você é o diabo?
- É muito comum vocês falarem isso de coisas que não entendem, não é mesmo? - ele força a porta novamente e consegue abrir. - Antigamente... um monte de curiosos e revolucionários da Ciência eram queimados a partir desse pensamento.
- Eu só tava brincando... - o homem continua um pouco alto e desnorteado.
- Eu sei. Agora vamos.
- Nossa, mas até a cafeteria está fechada? Será possível que foram todos abduzidos?
Então ele começa a mexer na porta para ver se consegue abrir.
- Quer que eu tente?
- Não. Hum... - ele pensa - Devia ter criado uma perna biônica. - Uma linha de laser é desferida a partir do seu olho esquerdo, e em pouco tempo a maçaneta vai derretendo.
- Meu Deus, você é o diabo?
- É muito comum vocês falarem isso de coisas que não entendem, não é mesmo? - ele força a porta novamente e consegue abrir. - Antigamente... um monte de curiosos e revolucionários da Ciência eram queimados a partir desse pensamento.
- Eu só tava brincando... - o homem continua um pouco alto e desnorteado.
- Eu sei. Agora vamos.
Passam pela entrada de uma cafeteria
normal, mas está completamente vazia. Conforme avança, nomeocultado vai
deixando uma trilha de casacos que abandona para trás conforme sente calor. Há
apenas o som de uma televisão ligada em algum lugar, soa como uma narração.
- Parece um jogo...
- Isso não importa agora. Vamos. Tenho que descobrir logo se estamos indo a algum lugar.
Sem encontrar ninguém no caminho, eles então chegam na porta de um banheiro após subir umas escadas.
- Um banheiro. - ele funga o nariz - Por que não estou surpreso? - Então se vira a Genio Sin - Eu tenho a impressão que você não vai me responder, mas... o que que há?
- Argh, você não ouviu nada? - eles vão sussurrando - Temos que encontrar os meus velhos laboratórios. A passagem secreta era nessa direção. Estamos quase lá. Supostamente. Eu quero ver se ainda são os mesmos, se ainda estão lá. Faz muitos anos... Aquele garoto. - ele muda de assunto - Aquele que estava conosco na mansão mais cedo. Ele... ele morreu, não é?
- Sim... Tinha um monte de sangue. - ele responde com asco.
- Ele... poderia estar com a gente, sabe?
- Parece que foi um reflexo do dinossauro.
- Parece um jogo...
- Isso não importa agora. Vamos. Tenho que descobrir logo se estamos indo a algum lugar.
Sem encontrar ninguém no caminho, eles então chegam na porta de um banheiro após subir umas escadas.
- Um banheiro. - ele funga o nariz - Por que não estou surpreso? - Então se vira a Genio Sin - Eu tenho a impressão que você não vai me responder, mas... o que que há?
- Argh, você não ouviu nada? - eles vão sussurrando - Temos que encontrar os meus velhos laboratórios. A passagem secreta era nessa direção. Estamos quase lá. Supostamente. Eu quero ver se ainda são os mesmos, se ainda estão lá. Faz muitos anos... Aquele garoto. - ele muda de assunto - Aquele que estava conosco na mansão mais cedo. Ele... ele morreu, não é?
- Sim... Tinha um monte de sangue. - ele responde com asco.
- Ele... poderia estar com a gente, sabe?
- Parece que foi um reflexo do dinossauro.
Um grande dinossauro se aproxima já pela terceira vez do gramado da Casa Branca. Ele não esperava que aquela situação se tornaria um deja vu. Para a sua surpresa há um pequeno homem de terno no jardim. Ele parece estar lá aleatoriamente, até que vira e se surpreende com a imagem gigantesca.
- Oh my God. - ele balbucia - Beto! Hehe, como vai?
- Sr. Presidente... Mas que coincidência.
- Eu que o diga, grandão. Bem... não que eu não aprecie a sua visita, e também não quero ser um americano chato... Mas você não pode exatamente ficar vindo aqui o tempo todo... sabe? O... atendimento técnico não funcionou?
- Sr. Presidente, eu vinha encontrar exatamente com você. - Ele comunica lentamente com sua voz monstruosa. - Pois quero respostas para minhas perguntas e sem qualquer rodeiozinho dado por segundas partes e afins. Então já te pergunto logo, você pode me dar respostas?
- A gente pode trocar uma ideia, bater a little papo sim.
- Ótimo. Primeiramente, isso foi muito estranho. O que você está fazendo aqui fora agora? Há ninguém nas ruas.
- Ah, eu gosto de dar uma volta em noites desse tipo.
- Que tipo? Que tipo de noites? - Noberto estava inseguro de ouvir algo que não o agradaria cedo ou tarde. Sentia que estava ficando paranoico.
- Noite de Super Bowl - respondeu o homem de terno com simplicidade.
- Vão aparecer os Homens de Preto? - perguntava
nomeocultado para Genio Sin. - Você acabou de abrir uma passagem secreta
pelo chão... Tudo bem que eu já vi um dinossauro e aquele candidato a Papai
Noel, mas isso tudo ainda tá muito estranho.
- Temo que pode ficar pior; muito pior, meu caro. Você deveria estar se preocupando em anotar tudo. Está lembrando disso, não está?
- Eita! O que aconteceu com aquilo tudo de "sigilo secreto", am?
- Ah! Tô nem aí! Olhe... - ele começa a explicar mais calmamente conforme andam por um corredor todo branco sem qualquer janela - Aqui foi por onde eu vivi muito tempo até me mandarem pra casa daquele dinossauro. Eu praticamente morava aqui. Vamos chegar lá.
"Parados!" eles ouvem dizerem atrás deles. Se viram rápido e é um soldado bigodudo de óculos escuros, está acompanhado por mais três. Parecem policiais de tropas de choque.
O bigodudo diz
- Normalmente eu acharia que vocês não poderiam estar mais ferrados nos próximos minutos... Mas devido à situação... acho que teremos que ser mais criativos pra lidar com vocês dois.
- Deus do céu...
- E o que está acontecendo? O que houve com as pessoas? - pergunta o cientista do mal. - O que exatamente está sendo feito pelo governo dos Estados Unidos? São os alienígenas?
- Você ainda vem fazer perguntas? - responde o bigode. - Vocês tiveram que fazer a gente trabalhar na noite do Super Bowl. Vocês caras já viraram comida de minhoca.
- Super Bowl? - perguntanomeocultado
colocando os braços trêmulos pra cima com vontade de espirrar. Ele não consegue
controlar o espirro e seus braços sacodem desastrosamente - É hoje o Super
Bowl?
- O jogo mais importante do ano, seu filho de uma porca! - responde outro soldado atrás do bigode. Eles pareciam estar todos muito irritados. - Ninguém invade isso aqui nunca, vocês vieram escolher bem agora?
- Acredite, foi uma coincidência, nós nem sabíamos.
- Vocês são uma desgraça! O que estão fazendo é pior que terrorismo, vamos dar uma lição a vocês que jamais vão esquecer!
- Temo que não - diz Sin tomando frente. Antes que possam atirar ele levanta o braço e da ponta de seu dedo indicador é disparada uma descarga elétrica azul que faz uma corrente pelos corpos dos quatro soldados. Após sacudirem com seus esqueletos piscando como em um raio-x, eles viram poeira. Poeira com capacetes, coletes à prova de bala e os estilosos óculos escuros do falecido bigode.nomeocultado não sabe o
que dizer, mas uma sirene começa a tocar e é possível ouvir passos. Só podiam
ser reforços!
- Temo que pode ficar pior; muito pior, meu caro. Você deveria estar se preocupando em anotar tudo. Está lembrando disso, não está?
- Eita! O que aconteceu com aquilo tudo de "sigilo secreto", am?
- Ah! Tô nem aí! Olhe... - ele começa a explicar mais calmamente conforme andam por um corredor todo branco sem qualquer janela - Aqui foi por onde eu vivi muito tempo até me mandarem pra casa daquele dinossauro. Eu praticamente morava aqui. Vamos chegar lá.
"Parados!" eles ouvem dizerem atrás deles. Se viram rápido e é um soldado bigodudo de óculos escuros, está acompanhado por mais três. Parecem policiais de tropas de choque.
O bigodudo diz
- Normalmente eu acharia que vocês não poderiam estar mais ferrados nos próximos minutos... Mas devido à situação... acho que teremos que ser mais criativos pra lidar com vocês dois.
- Deus do céu...
- E o que está acontecendo? O que houve com as pessoas? - pergunta o cientista do mal. - O que exatamente está sendo feito pelo governo dos Estados Unidos? São os alienígenas?
- Você ainda vem fazer perguntas? - responde o bigode. - Vocês tiveram que fazer a gente trabalhar na noite do Super Bowl. Vocês caras já viraram comida de minhoca.
- Super Bowl? - pergunta
- O jogo mais importante do ano, seu filho de uma porca! - responde outro soldado atrás do bigode. Eles pareciam estar todos muito irritados. - Ninguém invade isso aqui nunca, vocês vieram escolher bem agora?
- Acredite, foi uma coincidência, nós nem sabíamos.
- Vocês são uma desgraça! O que estão fazendo é pior que terrorismo, vamos dar uma lição a vocês que jamais vão esquecer!
- Temo que não - diz Sin tomando frente. Antes que possam atirar ele levanta o braço e da ponta de seu dedo indicador é disparada uma descarga elétrica azul que faz uma corrente pelos corpos dos quatro soldados. Após sacudirem com seus esqueletos piscando como em um raio-x, eles viram poeira. Poeira com capacetes, coletes à prova de bala e os estilosos óculos escuros do falecido bigode.
- Então as pessoas estão nas suas casas
assistindo um jogo de futebol? - pergunta o dinossauro.
- "Um" não, meu caro Beto. O jogo de football. É o jogo de football. - Responde o presidente abaixo.
- E quando ele acabar?
- Ah, alguns vão comemorar e tal... Outros ficam tristes, é o que acontece. Um time ganha, outro perde.
- "Um" não, meu caro Beto. O jogo de football. É o jogo de football. - Responde o presidente abaixo.
- E quando ele acabar?
- Ah, alguns vão comemorar e tal... Outros ficam tristes, é o que acontece. Um time ganha, outro perde.
- Ah, por favor... Acho que minha
cabeça está doendo... - geme nomeocultado no campo de batalha que havia
se tornado o corredor para o laboratório secreto, com Genio Sin atacando com
armas saindo de tudo quanto é canto do seu corpo contra os soldados que vinham
da escada no final.
- ACERTEM A CABEÇA! OS LASERS! ELE ATI--UAIAIAIAI...
- Parem só um minuto, minha cabeça está explodindo! - implorava o jornalista com as mãos no coco.
- Ativem a arma sonora! Não vai sobrar nada do velho Genio Sin! Droga, ele tem uma mais forte! Aaaaaaaaaah!
- Armas sonoras não, por favor! Eu estou com sinusite!
- Resistam só mais um pouco, homens! Nós... vamos... conseguir! Uma bomba?! Foi um prazer--
-nomeocultado? nomeocultado?
- pergunta Sin na bagunça - Vamos logo, acho que eu venci todos eles. nomeocultado,
cadê você? - Conforme a fumaça do tiroteio vai desaparecendo ele pode ver o
corpo de seu improvável parceiro estirado no chão. - nomeocultado, o que
você está fazendo aí?
- Só... um minuto... minha sinusite...
- ACERTEM A CABEÇA! OS LASERS! ELE ATI--UAIAIAIAI...
- Parem só um minuto, minha cabeça está explodindo! - implorava o jornalista com as mãos no coco.
- Ativem a arma sonora! Não vai sobrar nada do velho Genio Sin! Droga, ele tem uma mais forte! Aaaaaaaaaah!
- Armas sonoras não, por favor! Eu estou com sinusite!
- Resistam só mais um pouco, homens! Nós... vamos... conseguir! Uma bomba?! Foi um prazer--
-
- Só... um minuto... minha sinusite...
- Eles devem todos acordar daqui a um
tempo... Mesmo que seja um longo tempo - dizia Sin enquanto passavam pela
escada cheia de corpos de soldados desacordados; alguns tinham ficado grudados
nas paredes e até no teto... De alguma forma.
- Você se refere aos que ainda dá pra ver porque não viraram poeira.
- Estamos quase lá... E chegamos! - Sin não sabe bem as palavras a dizer. - Realmente estamos aqui... Mudou bastante... Mas é o laboratório. Pela arquitetura... Sim! É o laboratório! Meu velho laboratório...
Haviam grandes aparelhos de funções nada claras. Em um canto havia uma grande fila de tubos de ensaio vazios e conforme se avançava podia se ver um monte de armas. Armas avançadas. Mechas e armaduras.
- Quanta coisa...
- Nada mais é meu... Mas também haveria nada sem mim!!!
Observador,nomeocultado
vê ao longe um homenzinho careca de terno rosa sentado num banquinho dentro de
um tubo de ensaio. Alguns experimentos ou não eram o que pareciam ou não faziam
sentido algum.
- Ai meu Deus, eu não sei o que anotar primeiro. Isso já foi muito, muito além do que eu pretendia. Devo estar sonhando - ele faz caretas enquanto fala. - Minha bendita cabeça está doendo muito...
Sin avança procurando palavras. No momento não sabe o que falar. Ele procura a base central de processamentos onde devem estar arquivados os últimos trabalhos, e os atuais planos relacionados à descoberta do D-42.
- Você se refere aos que ainda dá pra ver porque não viraram poeira.
- Estamos quase lá... E chegamos! - Sin não sabe bem as palavras a dizer. - Realmente estamos aqui... Mudou bastante... Mas é o laboratório. Pela arquitetura... Sim! É o laboratório! Meu velho laboratório...
Haviam grandes aparelhos de funções nada claras. Em um canto havia uma grande fila de tubos de ensaio vazios e conforme se avançava podia se ver um monte de armas. Armas avançadas. Mechas e armaduras.
- Quanta coisa...
- Nada mais é meu... Mas também haveria nada sem mim!!!
Observador,
- Ai meu Deus, eu não sei o que anotar primeiro. Isso já foi muito, muito além do que eu pretendia. Devo estar sonhando - ele faz caretas enquanto fala. - Minha bendita cabeça está doendo muito...
Sin avança procurando palavras. No momento não sabe o que falar. Ele procura a base central de processamentos onde devem estar arquivados os últimos trabalhos, e os atuais planos relacionados à descoberta do D-42.
- Droga! Aquele dinossauro... - diz Genio Sin de repente - O D-42; você viu como ele pisou no garoto? O... O que tinha ido concertar o computador, se eu não me engano.
- Sei, por que você tá falando disso?
- Porque ele simplesmente esmagou ele!
- É um dinossauro! É o que eu já imaginava que ele ia fazer. Na verdade fico surpreso dele ter conversado com a gente por mais de cinco minutos... Fico surpreso com bastante coisa na verdade... Ele não come carne...
- Ele não come carne, mas simplesmente pisou no moleque como se fosse uma barata! Quero dizer, ele estava lá, estávamos todos conversando, ele estava do nosso lado.
- Quero entender porque isso te incomoda tanto.
- Eu não sei! Bah...
Eles continuam andando, é um laboratório bem grande, parece um centro de convenções. Mas Sin logo retoma o assunto.
- Um tempo antes de você chegar, não sei quanto tempo exatamente, quando o Noberto me encontrou. Sabe, eu estava uma eternidade naquela fortaleza me esquivando e me enfiando em tudo quanto é canto pra viver, mas ele só me viu um pouco antes de você chegar. Bem... essa arma que eu acoplei no lugar do meu braço; há muitos anos atrás, teve uma hora que eu atirei bastante no D-42, sabe? Eu realmente tentei matar ele. Ele não morreu, pra minha decepção, mas eu imaginava que ele ia acabar me devorando cedo ou tarde! Quer dizer, imagina se ele cansasse dos salgadinhos e as bolinhas de chocolate e resolvesse me comer!?
- Ele simplesmente ficou bravo e pisou nele. Mas no meu caso era um dinossauro... e eu tava preso. Não seria a mesma coisa, não é?
- Olha, acho que pelo o que ele disse - o homem funga o nariz mais uma vez e esfrega a manga do casaco nele. - Ele não come carne, sabe? Sei que é estranho, mas já me acostumei com a ideia. Eu acho.
- Mas eu não faria a mesma coisa que ele... No lugar dele... Aquilo... Eu não sei...
- Por que você está pensando tanto nisso?
- Eu não sei. Mas ora, você realmente acredita em tudo que ele falou??? Eu achei curioso o que ele explicou dos aliens, mas...
- Por quê?
- Misericórdia, foi a história mais estranha que eu já ouvi na minha vida. E você não imagina as histórias que minha esposa contava!
- Como assim? Você acha que ele mentiu?
- É lógico! Bem... Eu não tenho certeza. Não sei se você sabe,
- Por que você não perguntou pra ele?
- Perguntar??? Do jeito que ele esmagou aquele garoto? Não obrigado. Talvez eu possa viver com certas dúvidas. Talvez não.
- Talvez. - Ele funga o nariz. - Duvido um pouco que venhamos a conhecer outro dinossauro. - Ele funga de novo. - Acho que só vamos ter a história dele.
- Eu tiro metade de tudo que aquele louco falou...
- É aqui. Sim! É esse computador.
- Oh... - geme
- Não há problema. Está vendo esse meu dedo mindinho aqui? Ele na verdade é um pendrive disfarçado! Posso utilizá-lo para enviar e armazenar arquivos digitais!
- Mas que coisa nojenta!!!
- Por que nojento? Ele é igual a um mindinho comum. Só não tem pelos, mas ninguém presta atenção nisso, não vou concertar.
- Ai, mas ainda assim, isso é horrível! Não é o seu dedo!
- Você tem a mente muito fechada para um jornalista. Vamos ver qual foi a última vez que eles trabalharam com qualquer coisa relacionada ao D-42...

- Eu estava na minha casa e... - procurava explicar o dinossauro para o presidente dos Estados Unidos. - Eu encontrei aquele homem que vocês tinham mandado pra lá... o Genio Sin.
- Genio Sin!? Quanto tempo não ouço esse stupid nome - comenta o presidente bem-humorado. - O Noberto original, hehe.
- O que você possivelmente quer dizer com Noberto original?
- Well, é o nome dele.
- Como?
- Ah, é o nome dele. Você não sabia? Well, ele tinha esse nome... Genio Sin... Aí não lembro como agora... Alguém viu que o nome dele era Noberto. Em algum momento na vida o cara resolveu mudar de identidade e se chamar Genio Sin. Quem se chama Genio Sin? Espalhou rapidinho, todo mundo ficou sabendo. Aí quando descongelaram o dinossauro, você, não deu outra, deram o nome de verdade dele.
- Nossa... Acho que ele só me chama de D-42.
- Viu só. Mas ué - ele se interrompe estranhando. - Esse cara ainda tá vivo?
- Sim, na verdade eu trouxe ele de volta pros Estados Unidos. Vocês não haviam o enviado pra me estudar ou coisa do tipo?
- Yeah, yeah, mas a gente achava que você ia devorar ele.
- Enfim... - rosna Noberto com uma vontade nervosa de pisar no homem. - Ele me contou tudo, e me disse que vocês pretendiam me clonar, para usar clones de dinossauro para a guerra!
- Wow, isso seria muito criativo. Não lembro de quem foi a ideia. Mas acho que tínhamos todo o seu mapeamento genético se eu não me engano, you know? Alguma coisa mais ou menos assim. Nós poderíamos ter feito, sim. Mas não se preocupe, isso não vai acontecer não. Faz muito tempo já que engavetaram.
- É bom que vocês realmente não façam isso, senhor presidente. Mas não pretendo lhe convencer te ameaçando, vou te explicar porquê.
- Ah, não se preocupe com isso! Eu tô falando que não vai rolar. Tenho um monte de thing muito mais legal pra te contar. Vamos aproveitar...
- Olha só quanta informação... -
comenta Genio Sin olhando o monitor gigante. - E é atualizado todos os dias.
- E todo mundo pensava que o Elvis tava morto... - diznomeocultado olhando pra telona.
- Não precisava de tanto alarde, como eu imaginava. Ninguém trabalhou com o D-42, as câmeras nem estavam funcionando mais. Veja só... Mas ainda assim me livrei dos arquivos, essas informações agora só existem dentro do meu cérebro. Mas estou nervoso que encontrei nada sobre contato com alienígenas... Se for verdade, aqueles aliens cientistas que D-42 mencionou... devem ter conhecimento infinito! Será que eles nunca mais voltarão pra Terra? Nunquinha?
- Esquece desses aliens. Já temos um dinossauro que não come carne - ele dizia fazendo careta por causa da dor na cabeça.
- Mas ei, olhe, confira pra mim. Estamos em 2010, não é? Isso não é hoje?
- Não sei como o meu celular ainda está funcionando - ele diz conferindo a tela do aparelho - mas sim, é sim.
- Que... coincidência estarmos lendo isso aqui... agora...
- E todo mundo pensava que o Elvis tava morto... - diz
- Não precisava de tanto alarde, como eu imaginava. Ninguém trabalhou com o D-42, as câmeras nem estavam funcionando mais. Veja só... Mas ainda assim me livrei dos arquivos, essas informações agora só existem dentro do meu cérebro. Mas estou nervoso que encontrei nada sobre contato com alienígenas... Se for verdade, aqueles aliens cientistas que D-42 mencionou... devem ter conhecimento infinito! Será que eles nunca mais voltarão pra Terra? Nunquinha?
- Esquece desses aliens. Já temos um dinossauro que não come carne - ele dizia fazendo careta por causa da dor na cabeça.
- Mas ei, olhe, confira pra mim. Estamos em 2010, não é? Isso não é hoje?
- Não sei como o meu celular ainda está funcionando - ele diz conferindo a tela do aparelho - mas sim, é sim.
- Que... coincidência estarmos lendo isso aqui... agora...
- Eu não acredito nisso - rosnou o
dinossauro incrédulo - Deixa eu dizer mais uma vez pra ter certeza que não
entendi errado.
- All right, all right.
- Você vai explodir uma nação inteira, mas nenhuma pessoa no mundo todo vai dar atenção por estar entretida demais no jogo de futebol?
- Você entendeu direitinho, Noberto. É um dinossauro smart, te digo isso.
- Isso é insano! Impossível todos estarem assistindo a TV ou o que seja, assistindo o jogo! Alguém não estará! Alguém perceberia armas, bombas passando pelo céu como pterodáctilos.
- Ora Noberto, eu também não sou donkey.
- Donkey???
- É. Não vou enviar bombs pelo ar porcaria nenhuma. Eles mesmos meio que vão se explodir.
- Como assim? Me explique logo direito.
- Tudo bem, ninguém vai saber e você nem existe oficialmente mesmo. Mas sabe, Norb? Eu gosto de você. Gosto quando a gente conversa, mesmo sendo pouco.
- Ok. Obrigado...
- Há pessoas lá, pessoas da confiança deles, que gostam muito de nós. Não são americanos infiltrados, não! São de lá mesmo, eles gostam tanto de nós que nos ajudam. Eles realmente acreditavam que as bombas que eles tinham eram uma ameaça pra gente. Isso é sério, nosso pessoal descobriu que eles pretendiam nos ameaçar com as bombas e tudo mais. Não somos maus, Noberto, não somos maus. Veja o que eles iam fazer! Mas eles são tão mal-estruturados, que nós nem precisaremos atacá-los, meu amigo. Antes do jogo acabar, sem que qualquer pessoa sequer note, as armas vão explodir sem sequer serem lançadas, morrerão todos eles, como se fosse um acidente. E mais, ninguém vai sentir falta. Os próprios resolveram se sacrificar por algo... maior. Você vê só?
- Eu entendo, mas... Como destruirão o próprio lugar?
- As bombas vão explodir por lá mesmo, não entendeu?
- Não isso. Quis dizer... como vão fazer isso? Não são de lá? Quero dizer, isso é extremamente comum, como vão matar uns aos outros?
- Ora Noberto, muito simples. Acho que eu e você faríamos a mesma coisa no lugar daqueles caras. Mesmo você sendo um dinossauro. Fala sério, sinceridade aqui entre eu e você. O que nós propomos ao mundo é muito mais atraente, cara. Mesmo como um dinossauro você deve entender isso não entende?
- Mais ou menos. Por que é essa a opção? É irônico você estar me dizendo isso... Destruição, sabe?
- Sei muito bem. É preciso saber usar dinheiro, religião e política, meu caro dinossauro. É assim que a Terra funciona.
- "É assim que a Terra funciona..." - ele repete - Eu entendo o seu ponto... - dizia o dinossauro muito acima do Presidente - Mas também vejo outro ponto! Você não acha que... Mesmo diferentes... mesmo diferentes de você e seus costumes, não tem algo que todos vocês têm em comum? Não acha que vocês todos são afinal seres humanos iguais?
- Iguais? Noberto, por favor, aqueles caras idolatram vacas. Hehe, nós também idolatramos. Dentro de um pão de hambúrguer com fritas. Hehe. - Ele fala com um bom-humor, Noberto sente seu estômago vegano embrulhar.
- Eu... acho que sei como você se sente, Sr. Presidente.
- Veja só, meu amigo Noberto é um dinossauro sentimental. - Comentava o homem coçando o rosto.
- Digamos que eu propus... mudanças na minha época. E... as mudanças não foram bem vistas. Eu... É... Era o sonho da minha vida. Mas era diferente, então... Não foi muito bem visto. Sofri muito, mas... desde então... eu sou o último dinossauro.
- É verdade.
- E isso não é exatamente muito bom. Quero dizer... Não sei exatamente o que eu poderia ter feito pela minha espécie, se eu realmente poderia ter feito algo pela minha espécie ou tudo era inevitável. Mas penso nisso o tempo todo... Lembro deles todos os dias. Faço isso pois não posso vê-los, estão mortos. Não acha que seria melhor se... se se seguisse um outro caminho que... que não envolvesse a eliminação do outro quando trabalha com outra ideia? Se pudesse, não acha que seria mais útil?
- Mais ou menos, eu não sei. Na verdade, tenho a impressão que você não sabe exatamente do que está talking, Sr. Noberto Sauro.
Noberto presta atenção.
- Seja lá do que está talking, você não conhece. Algumas pessoas não são normais, Noberto. Gosto de trocar uma ideia com você, mas como eu disse, não sabe bem do que está talking. Seres humanos? Humanidade? Alguns povos são tão burros e desprezíveis que estou os utilizando agora mesmo contra si próprios, cara! Você não está entendendo.
- Mas digo que deve haver outro caminho!
- Que outro caminho? Não vamos nos arriscar com essa gente. Esses que eu te falei agora, pega de exemplo, vai se aniquilar e ninguém nem vai dar atenção. Me desculpe, entendi a sua história, mas é que você é um dinossauro.
- All right, all right.
- Você vai explodir uma nação inteira, mas nenhuma pessoa no mundo todo vai dar atenção por estar entretida demais no jogo de futebol?
- Você entendeu direitinho, Noberto. É um dinossauro smart, te digo isso.
- Isso é insano! Impossível todos estarem assistindo a TV ou o que seja, assistindo o jogo! Alguém não estará! Alguém perceberia armas, bombas passando pelo céu como pterodáctilos.
- Ora Noberto, eu também não sou donkey.
- Donkey???
- É. Não vou enviar bombs pelo ar porcaria nenhuma. Eles mesmos meio que vão se explodir.
- Como assim? Me explique logo direito.
- Tudo bem, ninguém vai saber e você nem existe oficialmente mesmo. Mas sabe, Norb? Eu gosto de você. Gosto quando a gente conversa, mesmo sendo pouco.
- Ok. Obrigado...
- Há pessoas lá, pessoas da confiança deles, que gostam muito de nós. Não são americanos infiltrados, não! São de lá mesmo, eles gostam tanto de nós que nos ajudam. Eles realmente acreditavam que as bombas que eles tinham eram uma ameaça pra gente. Isso é sério, nosso pessoal descobriu que eles pretendiam nos ameaçar com as bombas e tudo mais. Não somos maus, Noberto, não somos maus. Veja o que eles iam fazer! Mas eles são tão mal-estruturados, que nós nem precisaremos atacá-los, meu amigo. Antes do jogo acabar, sem que qualquer pessoa sequer note, as armas vão explodir sem sequer serem lançadas, morrerão todos eles, como se fosse um acidente. E mais, ninguém vai sentir falta. Os próprios resolveram se sacrificar por algo... maior. Você vê só?
- Eu entendo, mas... Como destruirão o próprio lugar?
- As bombas vão explodir por lá mesmo, não entendeu?
- Não isso. Quis dizer... como vão fazer isso? Não são de lá? Quero dizer, isso é extremamente comum, como vão matar uns aos outros?
- Ora Noberto, muito simples. Acho que eu e você faríamos a mesma coisa no lugar daqueles caras. Mesmo você sendo um dinossauro. Fala sério, sinceridade aqui entre eu e você. O que nós propomos ao mundo é muito mais atraente, cara. Mesmo como um dinossauro você deve entender isso não entende?
- Mais ou menos. Por que é essa a opção? É irônico você estar me dizendo isso... Destruição, sabe?
- Sei muito bem. É preciso saber usar dinheiro, religião e política, meu caro dinossauro. É assim que a Terra funciona.
- "É assim que a Terra funciona..." - ele repete - Eu entendo o seu ponto... - dizia o dinossauro muito acima do Presidente - Mas também vejo outro ponto! Você não acha que... Mesmo diferentes... mesmo diferentes de você e seus costumes, não tem algo que todos vocês têm em comum? Não acha que vocês todos são afinal seres humanos iguais?
- Iguais? Noberto, por favor, aqueles caras idolatram vacas. Hehe, nós também idolatramos. Dentro de um pão de hambúrguer com fritas. Hehe. - Ele fala com um bom-humor, Noberto sente seu estômago vegano embrulhar.
- Eu... acho que sei como você se sente, Sr. Presidente.
- Veja só, meu amigo Noberto é um dinossauro sentimental. - Comentava o homem coçando o rosto.
- Digamos que eu propus... mudanças na minha época. E... as mudanças não foram bem vistas. Eu... É... Era o sonho da minha vida. Mas era diferente, então... Não foi muito bem visto. Sofri muito, mas... desde então... eu sou o último dinossauro.
- É verdade.
- E isso não é exatamente muito bom. Quero dizer... Não sei exatamente o que eu poderia ter feito pela minha espécie, se eu realmente poderia ter feito algo pela minha espécie ou tudo era inevitável. Mas penso nisso o tempo todo... Lembro deles todos os dias. Faço isso pois não posso vê-los, estão mortos. Não acha que seria melhor se... se se seguisse um outro caminho que... que não envolvesse a eliminação do outro quando trabalha com outra ideia? Se pudesse, não acha que seria mais útil?
- Mais ou menos, eu não sei. Na verdade, tenho a impressão que você não sabe exatamente do que está talking, Sr. Noberto Sauro.
Noberto presta atenção.
- Seja lá do que está talking, você não conhece. Algumas pessoas não são normais, Noberto. Gosto de trocar uma ideia com você, mas como eu disse, não sabe bem do que está talking. Seres humanos? Humanidade? Alguns povos são tão burros e desprezíveis que estou os utilizando agora mesmo contra si próprios, cara! Você não está entendendo.
- Mas digo que deve haver outro caminho!
- Que outro caminho? Não vamos nos arriscar com essa gente. Esses que eu te falei agora, pega de exemplo, vai se aniquilar e ninguém nem vai dar atenção. Me desculpe, entendi a sua história, mas é que você é um dinossauro.
Enquanto isso, no laboratório que já havia pertencido a Genio Sin, agora com todos os seus arquivos mais perigosos já apagados, inclusive os referentes aos estudos da anatomia de Noberto, o homem anotando coisas no caderno e fungando o nariz afirma.
- Eu contarei a melhor história de todos os tempos. – Dizia tentando processar tudo aquilo na cabeça. - Ou tudo vai dar errado daqui a pouco.
- Tudo começa a dar errado depois que você nasce.

































