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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

SE MANTER SÓBRIO aos...?




“Como assim? Pensei que aqui fosse um blog sobre quadrinhos, e não sobre se meter na minha vida pessoal.” Bem, primeiramente, dois pontos, 1. Aqui é um blog sobre “tudo” e 2: O objetivo desse texto não é se meter em nada, sua mente ainda é – e tomara que sempre seja – seu guia mestre. Estava aqui, “na minha”, quando me veio essa “cutucada” para falar sobre álcool, e não, não sou nem psicólogo, nem médico em geral, sou apenas um cara normal. Vou fazer 23 anos daqui há alguns dias, e estou desde dos 18 sem ingerir bebidas alcoólicas, não por causa de religião, ou aconselhamento familiar, mas apenas por um breve cálculo de que a maneira que estava inserida o álcool nas minhas escolhas, não trazia muita coisa positiva. Excetuando o fator “diversão com os amigos”, o que é algo normal e saudável, sendo jovem ou velho, muitas vezes a bebida é buscada como refugio, quando não se quer enfrentar algo, da mesma forma que as drogas, ilícitas ou não.
Acredito de maneira firme, que não existe ser humano perfeito. Cada pessoa, tem sua maneira de enfrentar determinadas adversidades, precisando de um “refúgio” ocasionalmente, não há ser humano que escape disso, não há “Super-Homem” (e até o próprio personagem da DC comics, possui o mesmo, que dirá nós). O que muda é a maneira como esse “refúgio” é usada em termos de produção para si, podendo ir da satisfação “ao nosso eu” á conquistas profissionais. No meu caso, comecei a ingerir aos 16, como qualquer adolescente, vendo nisso uma conquista. Por ter uma aparência franzina, baixa estatura e pouca desenvoltura em uma conversa, era natural fracassar amorosamente, ou até em outros campos. Não demorou, para se juntar com uns amigos, também chateados, para ir “beber para esquecer”. Acontece, que ao beber para esquecer, o máximo que você consegue é se autopunir e ainda perdurar o problema inicial. Nada é esquecido, pelo contrário, só resta no dia posterior uma puta ressaca e a sensação de derrota. Mas claro, pra alguém de 16, isso era uma conquista. Aos 18, resolvi entrar em uma academia de musculação, um lugar, que vale mencionar, sempre desprezei, por considerar um refugio dos menos favorecidos intelectualmente. Contrariando a sabedoria da Grécia antiga, do “mente sã, corpo são”, eu comprava o mito de que ou se desenvolvia cérebro, ou músculos.
Logo, vi que “aqueles retardados de puro músculo e sunguinhas” que eu tanto zombava, na verdade eram pessoas extremamente inteligentes e centradas em suas emoções como pouco vi na vida. E concluí que iria ganhar 20 KG (essa época, em 2012, eu pesava 55), não importasse o quanto eu precisasse me esforçar, e que eu não usaria esteróides anabolizantes. A balança – literalmente – estava contra mim, eu não possuía genética, nem mesmo grana pra esses suplementos caríssimos, nesse tempo, tinha um trabalho de serviços gerais, no qual eu trabalhava 6 horas por noite e ganhava no final do mês, 340 reais. Ou seja, nem mesmo as três alimentações diárias estavam em dia.

E o cãozinho cresceu junto, pena que ele não era meu, o da direita já é filhote do filhote da esquerda.

Comecei a investir mais sério, e parti com força na alimentação. A academia, era frustrante, quando se é um magrelinho que sempre apelou pra mente, ter que tentar levantar um supino com 5 KG em cada lado, e ainda achar pesado. Até que após um belo porre aos 18, eu me convenci, que cada vez que eu tivesse raiva, iria descontar treinando e não mais bebendo, e consegui os 20 KG em 3 anos. Mas houveram duas regras que eu segui. Uma, era realizar os objetivos em absoluto silêncio, sem essa de post no Facebook, “hashtag” e toda essa coisa, quase ninguém sabia disso, era minha “atividade secreta” que funcionava como “terapia”. E a segunda regra, era viver o objetivo por todos os dias. Não era só questão de levantar pesos por 1 hora por dia, havia as 8 horas sagradas de descanso e demais coisas, isso, pode-se traduzir por uma única palavra: disciplina.
Também não estou aqui para dar uma de “professor saradão de educação física” que vive com o sorriso no rosto pregando que exercícios são a resposta para tudo. Esse foi apenas um pequeno caso de algo que me fez bem, e me sentir menos inútil. Foi uma conversão de energia. O ponto principal, é que recomendo a não ser o tipo de cara que vai procurar beber com esse intuito. Por sorte, minha decisão foi mais sólida, acredito por não haver predisposição genética, ou ter cortado antes de se tornar um hábito. Alcoolismo é coisa séria, uma doença degenerativa cujo portador não percebe que tem. Não é engraçadinho como o Tony Stark nos filmes (porque até nos quadrinhos, eles frisam o lado corrosivo da prática), não vai lhe fazer ser descolado ou “pegar mais muié”, só vai lhe fazer um ser humano mais fragilizado.
Em termos mais diretos: O crescimento só é detido quando esse encontra limites, não dos outros, mas de você, seu acomodado do caralho, que esperou o melhor emprego pra pensar em trabalhar, um dia de sol pra sair, a mais bonita da turma pra pensar em dar uns amassos e mais algum punhado de pessoas dizerem que o senhor era capaz, para decidir se vale à pena arriscar.


Força e honra.

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