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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

PALADINOS –OU CAVALEIROS- MARVEL

Duas coisas: Li o primeiro arco desse quadrinho há vários anos atrás, e aparentemente, não encontrei ninguém que conhecia. Era uma história que eu tinha julgado excelente, descoberto ao acaso, enquanto pegava uma Homem-Aranha Premium (editora Abril) avulsa, que um primo meu tinha comprado, lido, e largado em algum canto. Era apenas uma leitura de tarde de Sábado, para não ter que encarar uma missa... Eu devia ter uns 14.
Item dois: Achar os scans dessas edições, bem como descobrir anos depois que aquela união daqueles “personagens B” se chamaria “Paladinos Marvel” ou “Cavaleiros Marvel” (melhor tradução, para o título que se chama Marvel Knights) só teria durado 15 edições. E teria uma publicação bem sofrível, pulado da publicação da Abril, para uma modesta mini-série em formato econômico, que quase ninguém ouviu falar. Mas eu estava falando dos scans... E até em scans era difícil. Só achava links off, isso quando achava. Perguntava em outros blogs de scans, e ás vezes recebia até grosseria como resposta.
Mas aqui está o material completo, e sem enrolação, vamos direto ao ponto: O objetivo, acredito, seria uma reunião de vigilantes urbanos da Marvel, mesmo que com o acréscimo “mágico” de Manto & Adaga, a intenção era essa: Justiceiro, Demolidor, Viúva-Negra, Shang Chi, e posteriormente Luke Cage e Cavaleiro da Lua. Hoje, graças a adaptações em outras mídias, e excelentes fases de quase todos esses personagens nos quadrinhos, muita gente é “fã” deles, mas na época, excetuando o Demolidor, todos eram, no máximo, coadjuvantes de luxo. Mas mesmo com personagens tão “fora do padrão”, o roteirista Chuck Dixon, não parece ter nenhuma vergonha, e se sente bem a vontade com eles. Trazendo cada “missão pessoal” deles de uma forma que, dada a ocasião, convirja no mesmo objetivo.

A primeira missão mesmo, que “une” o grupo, é sem dúvida o melhor arco. Parece a principio simplória, mas é uma bela demonstração de “batalha até as últimas contra um inimigo que não pode ser derrotado”. Ulik, normalmente inimigo do Thor, tem um artefato místico seu roubado, e o terá de volta, nem que tenha que destruir tudo do subterrâneo a parte exposta da cidade. Quando não há os “figurões” como Vingadores, X-Men ou Quarteto? Quem chamar? É ai que entram “Os Cavaleiros Marvel”. “Mas estamos falando de alguém de nível de força do Thor, que chance um cara como o Demolidor ou Justiceiro tem contra ele?”, é ai que está a sagacidade da coisa, eles não tem, mas não seria o maior exemplo de heroísmo e coragem enfrentar batalhas que não pode vencer, já que não há outro para o fazer?
O segundo arco, tenta responder onde estava o “Manto”, que é a principio o que faz a Adaga entrar na empreitada. É mais pautado na “magia”, e claro, que se há magia, há o maior perito numa participação especial: O Doutor Estranho. Vale observar, que a parte do enredo de “uma dimensão mágica, com várias camadas, onde cada um enfrenta seu grande medo” foi usado posteriormente na Liga da Justiça da América dos Novos 52, pode ser apenas coincidência, mas há sim algumas coisas bem parecidas...

O terceiro e último arco, que vai da edição #10 - #15, tem a aparência de que seria bem maior do que foi, talvez a misturada de várias ideias tenha se dado a ordem de cancelar o título, então “Chuck” teve que em cinco edições concluir:

- A treta Demolidor e seus amigos VS Justiceiro
- O Antagonismo externo contra Shang-Chi
- O patrocínio like a Batman do Cavaleiro da Lua
- A contratação e soma de Luke Cage pra equipe
- Uma Infiltração na SHIELD?!!!

E não se preocupe, tudo isso é resolvido! Se você não leu esses personagens de dez anos para cá, irá claro, estranhar o visual e atitudes de alguns deles. Até mesmo o traço do Ed Barreto, com toda a geométrica ao estilo Sal Buscema lembra bastante os quadrinhos dos anos 80, e com quase todas as edições artes-finalizadas pela lenda Klaus Johnson, tudo ganha um contorno trocadilho involuntário melhor. E sendo sincero, sou mais o Luke Cage daqui, do que o da série do Netflix por enquanto...


Nota: 6.2


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