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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MEGA POST: Tie-ins de Guerras Secretas – Parte 2


Antes de qualquer coisa, é bom lembrar que na época do lançamento de Guerras Secretas, o editor Tom Breevort disse que todos os tie-ins, embora levassem os títulos de grandes sagas que marcaram a Marvel, os autores teriam total liberdade de escolhas e adaptação das histórias. Para acessar a parte 01, clique AQUI.

Vingadores 2 – Força-V, escrito por Marguerite Bennett e G. Willow Wilson e desenhos de Jorge Molina, lançado pela Panini.


Força-V não se trata de nenhuma saga Marvel publicada anteriormente. Jennifer Walters é a Baronesa da paradisíaca Ilha de Arcádia, que tem seus dias de paz perturbados por ataques misteriosos provocados por portais que dão acesso a outros domínios. Um a um, membros importantes de sua força tarefa formada originalmente por Capitã Marvel, Cristal, Nico Minoru, Loki, Medusa e Miss América são eliminadas de uma forma ou de outra. Mesmo contrariando a vontade suprema de Destino, a Força-V precisa investigar e descobrir quem está por trás de tudo isso. Uma história bem escrita, com uma narrativa fluente e bons desenhos. Não se trata de nenhuma leitura formidável, mas é cativante e torcemos pelos personagens centrais da trama, o que é um mérito da dupla de escritoras. Leitura recomendada.

Planeta Hulk, escrito por Sam Humphries e desenhos de Marc Laming, lançado pela Panini.


Em Planeta Hulk, vemos Steve Rogers enviado pelo deus Destino até o Gamamundo para matar o Rei Vermelho, em troca da liberdade, além de salvar seu melhor amigo Bucky. A trama nas primeiras quatro edições se limita a mostrar uma aventura numa terra selvagem, onde um guerreiro e seu companheiro dinossauro, acompanhados de um Hulk seguem viagem até seu alvo final. A diferença está no clímax, que em minha opinião tentou ser ambicioso, mas acabou falhando, talvez por falta de um desenvolvimento melhor. Acredito que, se a conclusão tivesse ocupado mais páginas, talvez umas duas edições, o impacto seria melhor. Uma leitura mediana.

O Comando Selvagem da Sra. Deadpool, escrito por Gerry Duggan e desenhos de Salva Espin, lançado pela Panini.


A Metrópole dos Monstros é um domínio regido pelo Conde Drácula. Depois de assassinar Deadpool, Drácula vira alvo de ódio de Shiklah, a Sra. Deadpool. Ela empreende uma viagem em busca da arma definitiva que irá acabar com o Conde e conta com a ajuda do inusitado e irreverente Comando Selvagem. Uma história de aventura e terror com muita, mas muita diversão. É possível dar boas gargalhadas com essa minissérie descompromissada, com uma boa narrativa e bons desenhos. Para quem deseja uma leitura apenas para se entreter, é altamente recomendada.

A Era de Ultron vs. Zumbis Marvel, que reúne a minissérie Zumbis Marvel escrito por Simon Spurrier e desenhos de Kev Walker e a minissérie Era de Ultron vs. Zumbis Marvel escritor James Robinson e desenhos de Steve Pugh, lançado pela Panini.


Zumbis Marvel se trata principalmente sobre a história de Elsa Bloodstone, comandante do Escudo, que protege as muralhas contra as invasões do zumbis das Terras Mortas. A aventura começa quando ela é jogada para fora da muralha, e precisa retornar, ou seguir no caminho contrário, na companhia de uma misteriosa e carismática criança. Uma história calcada na relação pai e filha, e em como essa relação afeta as ações de Elsa e seu jeito de ser hoje. Além disso, a trama segura os leitores para saber a identidade da criança e do misterioso vigia que as acompanha à distância. Apenas o final foi um pouco abaixo das expectativas criadas.

No mesmo encadernado encontramos a minissérie A Era de Ultron vs. Zumbis Marvel. As Terras Mortas são a região onde habitam os zumbis, enquanto que Ultron e sua horda de robôs se estabeleceram na Terra da Perfeição. Dentro dessa terra, Visão, Tocha Humana Jim Hammond e Magnum criaram uma cidade chamada Salvação, protegida por uma redoma de energia à prova dos ataques dos zumbis ou dos Ultrons. Porém, uma aliança inesperada entre os dois lados pode acabar com a paz de Salvação. A única esperança se encontra nas mãos de Hank Pym. Uma história completamente diferente do que eu esperava, até mesmo por causa do título. A narrativa é bem fluída, mas a trama em si deixou a desejar, no meu caso. Saldo total, leitura insatisfatória. 

Esquadrão Sinistro, escrito por Marc Guggenheim e desenhos de Carlos Pacheco, lançado pela Panini.


Esquadrão Sinistro é formado por Falcão Noturno, Mulher-Guerreira, Dr. Espectro, Tufão e Hipérion, que é o barão de Utópolis. Enquanto precisavam descobrir quem estava por trás da morte de um membro da Tropa Thor antes de despertar a ira de Destino, o Esquadrão tinha de lidar com rebeliões e sua constante busca por aumentar seu domínio, além de conflitos internos. Basicamente a história gira em torno de traições, conspirações, mistério, violência e conquistas. Mesmo que não seja uma grande surpresa os desfechos, observar como o escritor encerra essa história, não deixa dúvidas de que foi uma trama bem amarrada. Leitura recomendada.

Homem-Aranha 2 – Ilha das Aranhas, escrito por Christos Gage e desenhos de Paco Diaz, lançado pela Panini.


A Ilha das Aranhas é dominada pela Aranha-Rainha, e como normalmente acontece nesses domínios opressivos do Mundo Bélico, há uma resistência. Dessa vez, liderada por Venom, contando com a ajuda do Visão e da Mulher-Aranha. O objetivo é tentar livrar a cidade do controle mental dela, já que a transformação da população é irreversível. Algumas ideias interessantes como o uso de soros que criaram o Lagarto, Morbius, Lobisomen e até o Duende Verde a fim de libertar alguns heróis do domínio aracnídeo. A história também destaca a boa influência do Homem-Aranha na vida de Flash Thompson, que serviu como combustível para que o jovem e seu simbionte alienígena persistisse em seus objetivos de preservar a humanidade que ainda restava. Uma boa leitura.

X-Men 3 – E de Extinção, escrito por Chris Burnham e desenhos de Ramon Villalobos, lançado pela Panini.


Essa história mostra um distrito onde mutantes são a maioria e respeitados. Magneto lidera uma equipe de X-Men, mas mantém um segredo obscuro que necessita da intervenção dos antigos X-Men – Ciclope, Emma Frost e Wolverine. Basicamente, E de Extinção se utiliza de todos os principais elementos abordados por Grant Morrison em sua fase pelo título Novos X-Men. Até mesmo a maneira sarcástica que o autor retratou os personagens e as soluções megalomaníacas encontradas são emuladas nessa trama. Para quem acompanhou toda a fase de Morrison nos X-Men pode se identificar com essa série, mas mesmo assim, não sei se agradaria a todos. 

X-Men 4 – Programa de Extermínio, escrito por  e desenhos de , lançado pela Panini.


Essa história começa logo após o fim da saga Programa de Extermínio original, e apresenta duas cidades mutantes separadas – a Ilha de Genosha, liderada por Alex Summers (Destrutor) e Rahne Sinclair (Lupina) e X-Topia da Baronesa Rachel Grey e seus X-Men. Genosha vive um período negro com uma praga devastadora. Alex pede ajuda à Baronesa Grey. Quando a ajuda lhe é negada, não resta outra opção, a não ser, invadir X-Topia e sequestrar Triagem e Vampira, os mutantes X-Men que poderiam salvar os genoshanos. Porém, uma reviravolta nos acontecimentos requer uma união improvável. História simples e direta, sem muitos atrativos, porém com uma narrativa fluída. Não chega a surpreender, mas também não compromete. Leitura razoável.

Guardiões da Galáxia 2 – Desafio Infinito, escritor por Gerry Duggan e desenhos de Dustin Weaver, lançado pela Panini.


Desafio Infinito mostra um domínio completamente destruído pelo atraque dos insetos, e duas frentes em busca das Joias do Infinito. De um lado, Eve e sua família de Novas em busca das Joias com o objetivo de acabar com os insetos, salvar a pouca vida que resta e a esperança de reconstruir tudo. Do outro lado, Thanos, em sua eterna busca pelo poder supremo das Joias, arma um plano que considera infalível para obtê-las. A história ainda tem as participações especiais do Senhor das Estrelas, Gamora, Groot, Drax e Warlock. Uma trama que gira em torno de relacionamentos familiares acima de tudo, mas algumas soluções mal explicadas e um final que não agradou tanto. Leitura insatisfatória, embora com um bom início e um bom potencial.  

Inumanos, escrito por Charles Soule e desenhos de John Timms, lançado pela Panini.


Inumanos – O Despertar de Attilan não faz parte de nenhuma grande saga Marvel, mas é uma história que está diretamente ligada à Destino, que é o criador e senhor do Mundo Bélico. Medusa é a Rainha de Manhattan e tem uma missão dada pelo próprio Destino – acabar com a Voz Inaudível, uma facção rebelde liderada por Raio Negro. Porém, quando Raio Negro é capturado e interrogado, Medusa passa a questionar sobre as motivações de seu deus e soberano e da existência de Nova Attilan. O escritor Charles Soules é o atual “comandante” do universo inumano da Marvel, e nessa história procura trabalhar com personagens que seriam relevantes pós-Guerras Secretas nos vindouros títulos dos Inumanos, com exceção de Maximus e Cristalys. No mais, outra história envolvendo uma força de resistência contra o domínio opressivo no Mundo Bélico. O atrativo fica por conta do final, onde fica bem claro o poder que Destino tem sobre esse único e unificado universo Marvel que vigora durante a saga principal. Uma leitura boa, nada de excepcional, mas não compromete.

Futuro Imperfeito, escrito por Peter David e desenhos de Greg Land, lançado pela Panini.


Nessa história vemos Distopia, governada pelo Barão Maestro, que deseja destruir Destino e tomar seu lugar. Então, ele oferece Distopia para o Coisa, que lidera um grupo de revolucionários em troca de sua ajuda na longa viagem em busca da arma suprema que pode acabar com o deus Destino. Uma aliança frágil mas que funciona nas mãos competentes de Peter David, uma trama simples mas com um desfecho que pode surpreender, Leitura recomendada.

Por Roger

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