segunda-feira, 24 de outubro de 2016

“NOVO ESQUADRÃO SUICÍDA” – DC Youuuu.... VOL. 5


      Para ler a fase antes dessa, clique AQUI.

Alguns anos atrás, antes de ler o volume dos N52, anterior a esse, eu tinha visto uma notícia desse que seria o novo título do Esquadrão, bem antes de lançamento do filme e tal. Essa era a imagem de vilões dele:



Pela imagem, há certa empolgação. Vilões extremamente fortes como Parasita e Flash reverso? Inovações como Hera Venenosa, ou mesmo um Garra da Côrte das Corujas? Como isso poderia dar errado? Até a arte prometia, além da fase anterior ter deixado um ótimo gancho com perda parcial de autoridade da Amanda Waller. Tendo até mesmo o Arraia Negra entrado voluntário pra equipe...



Como um time desses poderia dar errado?

Quem sabe começando com o fato de metade do elenco da imagem NÃO APARECER nas edições? Hmm...

Bem, vamos a parte boa disso tudo, antes de “descer a madeira”. O material diverte, e logo depois sai da memória. Digo isso por ter lido alguns meses atrás e não lembrar de quase nada. Tudo é tão frenético, que você é burlado e não presta atenção em como personagens saem do nada da trama e nunca voltam.



O ponto inicial de contraste com o volume anterior, é o quanto o Pistoleiro é “diminuído” perante a presença do Arraia Negra. Quem antes era um líder de campo, tentando ao modo amoral trazer unidade, aqui fica bastante em segundo plano. Primeiro pela justificativa de ter se machucado bastante, ficando “no banco”, porém superada essas adversidades, o personagem não consegue voltar ao que era, cabe ao Arraia sustentar esse posto, e ser, mesmo que a sua maneira travada, o integrante melhor desenvolvido do roteiro. Apenas o ódio e vontade guia suas ações. O tipo de cara que matéria duzentas pessoas, e enxergaria nelas o rosto do Aquaman. Ponto.


Bumerangue mantém seu papel de picareta, se tornando sua transição de fase normal. Arlequina, logicamente aparece mais, já que é a mais famosa de todo o grupo, e possivelmente “a cara da equipe” para o Esquadrão N52 em diante, enquanto Amanda Waller tem sua escalada particular para recuperar sua chefia incontestável. Até aqui tudo parece bem. Exatamente, porque só é bem até aqui. Fora desse contorno, tudo o mais parece desconexo e desnecessário. A começar por vilões de grande porte que tem desempenhos ridículos em campo de batalha, mais parecendo paródias deles mesmo. 


O Parasita parece uma bateria Xing-ling de 0,50 centavos. Flash Reverso nas palavras imortais do Arraia “Amanda, nos mande outro Flash, esse aqui tá com defeito”, homens-morcegos que morrem em centenas em poucas páginas, e adversários com motivações tão rasas, que nem mesmo consigo lembrar seus nomes e seus propósitos, só desejava que alguém acertasse um martelo e pronto. Excetuando-se o arco da “Nova Célula da Liga dos Assassinos”, perde-se bastante a graça da coisa. O escritor muitas vezes tenta fazer algo sério, achando que é Jamie Delano em Hellblazer, mas esquece que via da regra, Esquadrão Suicida é um título trash. O escritor anterior conseguia entender isso, e fazia aquelas cenas brilhantes com o Tubarão Rei, ou mesmo a Arlequina botando a máscara no pistoleiro, ou Io-Iô e seus retornos. Essa era a graça da coisa, tinha ação descerebrada, mas tinha aventura que lhe prendia nela, não adianta convidar metade do universo DC pra suas páginas, se sua residência não tem porte pra isso. Resta o Esquadrão do DC Rebith trazer alguma esperança.

Droga, olha só essa capa, quem eu quero enganar?


...



Nota: 4.5


#01 AO #12 + ANUAL:



#13 AO #22:


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