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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

LUKE CAGE -- MARVEL MAX




   Não apenas mais um herói de aluguel, clichê no black power e com pequenas participações em outros títulos de "medalhões da Marvel" como Homem-Aranha, Justiceiro ou Hulk. Luke Cage parecia estar destinado a tomar parte como um dos "personagens A" da da "Casa das Ideias". O maior responsável, na minha concepção, a desenvolver tanto o personagem ao ponto dele ganhar uma série em alguns dias, foi Brian M. Bendis. Primeiro ao trazer ele na ótima série ALIAS -- que inspirou a série Jessica Jones, como deve saber --, logo depois trazendo ambos para o naquela época ousado "Novos Vingadores". Mas antes de tal empreitada de BMB, um cara em cinco edições trouxe o "herói de aluguel" ao nosso século, mas precisamente a quase o mundo real: Brian Azzarello. 




Conhecido por sempre fazer excelentes histórias violentas e urbanas sobre gangstêrs, o cara já entrou pesado tirando tiara, camisa amarela, cabelão e outras excentricidades setentistas. Cortou também a noção de bem e mal. Luke Cage agora era, no melhor estilo "gangsta paradise": apenas um negão tentando sobreviver em meio a tráfico de drogas desmedido, balas perdidas e disputas de território. Seu Cage não tem aspectos que o façam super -- na verdade, nem mesmo poderes -- ou mesmo jornada de herói para cumprir. É mais alguém tentando buscar uma boa posição no mercado, e só. Sabe ele que não pode mudar um sistema intricado das ruas, no máximo lhe cabe arranjar alguns trocados enquanto se posiciona.



"Às vezes dá merda" é frase inicial, que joga sem pudor o leitor naquele mundo. Onde uma criança, dentro de casa, é alvejada por um projétil não destinado a ela. E sua mãe, em plena desilusão, busca Cage para que ele investigue. A principio, sua postura de não ligar para nada o torna cínico, com aquele já corriqueiro absurdo que lhe está sendo apresentado. Mas logo depois, ao resolver "investigar", sua curiosidade vai lhe pondo, pouco a pouco, em um literal beco sem saída. Azzarello fez todo o enredo da forma mais fechada possível, o que não lhe impediu de causar aos mais atentos, um certo desconforto, quando se para pra pensar que o tipo de situações apresentadas ali são mais reais que ficção. A arte de Richard Corben torna tudo melhor. Engraçado que ambos trabalhariam juntos quando Azzarello começa-se sua fase em Hellblazer, no arco "Hard Times", e comparando, apesar do arco em Hellblazer ser ainda melhor, há vários pontos em comum. Para qualquer um que goste de quadrinhos, e esteja ansioso para a estreia na Sexta, preciso dizer que esse quadrinho é uma bela introdução? Tem abaixo para download, ou mesmo leitura online clicando nas capas.




NOTA: 7.6







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