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terça-feira, 14 de junho de 2016

Nazistas das Trevas (Batman, Hellboy e Starman!)


"Com todo o respeito, Batman, por mais que você acredite ter experiência com magia, se comparado a mim... você não sabe nada."

Olá, amigos. Aqui vou analisar o antigo crossover que reuniu Batman, Hellboy e Starman! A edição que eu li é de 2001, publicada no Brasil pela Mythos, mas pelo que vi é uma estória de 98. O trabalho é uma colaboração de Mike Mignola (criador do Hellboy) com James Robinson (criador do Starman). Bem, apesar do Batman ter o nome mais chamativo da capa, se trata de um trabalho da Dark Horse e logo no início fica claro ser uma estória do Hellboy, mais do que dos personagens da DC. As próprias ilustrações e sequências do amado Mignola mostram isso. Junto a todo o estilo gótico com nazistas ocultistas e menções a H.P. Lovecraft; quem é fã do Vermelho vai notar as familiaridades logo quando "Nazistas das Trevas" começa.


A trama se inicia com o Batman em Gotham City, anteriormente ao evento "Terremoto", que acabou levando àquela outra fase, "Terra de Ninguém". Em uma palestra de Ted Knight, o velho Starman, rola um ataque de um grupo neonazista muito louco. Não demora e surge Hellboy, do Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal, para ajudar o Cavaleiro das Trevas na investigação. Como dito anteriormente, não deixa de ser uma estória do Hellboy, então a relação entre os personagens e qualquer pretensão de grandiosidade no enredo ou não é explorada, ou é explorada bem brevemente. Acaba rolando uma interação divertida, apesar de despreocupada, entre os dois heróis sombrios, com umas frasezinhas manjadas e coisas do tipo. Coadjuvantes como o Coringa e o Comissário Gordon não deixam de aparecer. Deixando claro o foco em ser uma estória dos outros heróis, mais do que do Batman; logo o vigilante fica de fora na segunda parte, chamada "Horror na Floresta".


Aqui quem entra pra compartilhar a aventura com o detetive demoníaco é o Starman, filho do professor Knight. Os dois vão para a Amazônia continuar a luta contra os neonazistas. O tom mantém-se fiel ao clima despreocupado das aventuras do demônio e ao final termina como um crossover divertido, boa leitura pra distrair e passar o tempo. Apenas fiquei com vontade que fosse feito também com o jeito um pouco mais compromissado que rola em alguns crossovers da DC (como entre o Batman e o Superman) tratando questões mais subjetivas dos personagens. Talvez isso tenha se dado porque a DC insistiu que Robinson e Mignola colocassem o herói de Gotham na trama; originalmente ia ser só Hellboy e Starman. Devem ter exigido isso pra garantir que vendesse mais. Bem, se tratando de uma estratégia comercial... admito que poderia ter ficado pior. Há mais uma ressalva! Acho uma péssima ideia quando o Mignola faz sequências de ação pra fechar uma estória, o estilo "bagunçado" dele não me agrada nada com esse tipo de cena, não atrai e acaba correndo o risco de causar desinteresse. Mas novamente, é um crossover divertido.

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