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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

MELHORES E PIORES DE 2015, Parte 01 de 02.


Só vim fazer uma observação: será impossível que o Sr concorde com 100% do que eu digo abaixo, leia com o espirito de ao menos 1% valerá o seu tempo.

Afinal é para isso que servem as “listas”. Para a gente se questionar e trocar pontos de vista. Se sua ideia é ter uma lista na mente, e querer que todas as listas sejam seu pressupostos...

Acho que o Sr me entendeu.

Esse ano, eu resolvi ampliar as escolhas, colocando mais de um vencedor em cada categoria, respectivamente “ouro”, “prata” e “bronze”, com um pequeno comentário sobre. Foram árduas escolhas em alguns casos pelo “concorrente” ter entrado na lista já em dezembro.  Agora vamos para a distribuição de medalhas virtuais:


MELHOR FILME

1º RELATOS SELVAGENS (2014, ...?)

“Bombinha! Bombinha! Bombinha!”

 Ano passado, enquanto atendia um cliente no trabalho, surgiu o assunto de cinema. Começamos a trocar alguns pontos de vista, e logo o cara me disparou “já vi muita coisa interessante, mas o que tem me fascinado cada vez mais é o cinema argentino, em especial os filmes em que o Ricardo Darin participa.” Logo após esse comentário, ele me recomendou veemente três filmes com o dito cujo: “Relatos Selvagens”, “O Segredo de Seus Olhos” e “Histórias Para Boi Dormir (???)”. Ainda não assisti os outros dois (?!), mas ao assistir em janeiro de 2015 a este, eu já estava convicto de nenhum filme que eu visse no decorrer do ano iria superá-lo. E acertei. O filme é tão cínico, realista e incômodo sobre a natureza selvagem da sociedade em geral, - oculta sobre uma superfície de civilidade – que eu não ousaria chama-lo de “ficção”.
A abertura do longa metragem (dividido em cinco história curtas) já expõe diferentes fotos de animais, cada qual com uma expressão facial relativa a seu habitat. No decorrer de cada conto, freios morais são destruídos em pró de melhores posições, sejam elas por desejo de ascensão ou pura vingança. O chavão “Não provoque alguém, porque você não sabe o limite dessa pessoa” é mais que adequado como ponto similar entre as narrativas. Além da criatividade com que tudo é conduzido, fazendo com que o telespectador gargalhe da tragédia alheia, ao tempo em que se identifica por vezes com as agressões feitas e revidadas.




2° QUERIDA, VOU COMPRAR CIGARROS E JÁ VOLTO (...?)

“Para mim, cada aniversário que fazemos é uma linha de arame farpado, fazendo uma cerca. Quando completamos 30, já pode ser considerado um verdadeiro Auswitch.”

 
Outro exemplo de humor extremamente elaborado e inteligente do cinema argentino, apesar desse tender para uma autobiográfica com lampejos de fantasia. O filme versa sem pudor sobre a predestinação para a derrota que um individuo pode ser capaz de ter, a ponto de nem uma viagem no tempo ser capaz de remediar a incompetência de alguém. “O que Ernesto não sabe é que não adianta ir para um lugar brilhante se você é um merda. Porque se você é um merda, todo lugar que você vá, será um lugar de merda.








3° UM DIA DE FÚRIA (..., Joel Schumacher)



Filme cativante, não genial como os acima, mas cativante, eu já falei sobre ele AQUI.


Menção Honrosa: Watchmen na versão sem cortes. É pretendido haver um longo post sobre entre Fevereiro e Março desse ano.
 



PIOR FILME:


O Dig é um produtor de cinema. O pombo, é a representação do seu senso crítico...

1º JURASSIC WORLD

 Filme inferior em quase todos os aspectos ao Jurassic Park. Simples assim, não dá para ver como um “filme isolado”, visto que isso é uma continuação mesclada com reboot do que seria Jurassic Park para essa nova geração. Foi um estrondo em bilheteria por cumprir roboticamente o que blockbuster atual necessita para arrecadar: 3D, ótimos efeitos especiais, roteiro fraco, fazer parte de uma franquia, pesada divulgação promocional e um ator do momento. Se eu fosse um dos produtores do filme, que receberam imenso retorno financeiro, eu aplaudiria ele de pé como investimento, apesar de ainda acha-lo uma porcaria.




2° 007 SPECTRE

 Filme a qual eu tinha muita expectativa. Em uma retrospectiva rápida, Sam Mendes é alguém a quem eu tenho um certo respeito, apesar de não ter sempre seu nome mencionado como mais famosos como Kubrick ou Nolan, Sam Mendes como diretor é excepcional, ou ao menos foi. Scorcese uma vez declarou em uma entrevista “primeiro eu faço filmes que sou pago para fazer, para arrecadar dinheiro, e com ele fazer os filmes que eu gosto de fazer.” Isso porque é cada vez mais difícil se produzir algo de sua maneira particular, e consegue lucrar com isso.
No final dos anos 90, Sam deu uma aula de como se fazer um filme ao dirigir “Beleza Americana”. Simples assim. Seu sucesso e oportunidades de mais trabalhos foi proporcional ao seu feito, porém não se entregam obras raras como “Beleza Americana” de tempos em tempos, o que fez Sam nunca mais fazer um filme daquele nível, embora tenha feito ótimos filmes, nesses eu escalaria “Estrada Para Perdição” e “007 Cassino Royale”. A Sequencia, “007 Quatum of Solace” foi um meio termo, mas eu ainda apoio a iniciativa dele ter apostado em um roteiro que desse sequencia a um filme anterior do 007, ainda mais tornando o motivo pessoal, e é esse ponto uma das maiores sacadas do 007 interpretado por Daniel Craig.
Não mais um acúmulo de estereótipos, são definidas razões e motivações a 007 que esmagam a ação desenfreada, maniqueísta e caricata dos filmes anteriores. A “bondgirl” Eva Green não era apenas mais uma mulher sensual, era um páreo intelectual ao protagonista. O vilão não era mais algum cientista maluco que parecia haver saído de algum quadrinho dos anos 40, e sim alguém cruel, cujas ações promovem questionamentos.
“Skyfall” já foi uma tentativa de conciliação com o antigo público do personagem. Foi um sucesso de crítica e bilheteria, particularmente eu o vejo mais como um excelente filme naufragado nas próprias pretensões na metade de sua projeção. Isso porque o imparável vilão vivido por Javier Barden (?) (sempre excelente) primeiro é retratado como uma poderosa força, para logo depois ser desconstruído de maneira simplória pelo roteiro. O mesmo dos conflitos internos de James Bond. Apesar dos pesares, seria um ótimo fechamento de trilogia, logo Sam Mendes, agora mais do que munido de dinheiro, poderia investir em algo autoral...
Duas coisas são visíveis em 007 Spectre: A necessidade de fechar a conta, junto com todas as “pontas soltas” e um certo pedido de desculpas. “Pedido de desculpas?” Isso, porque tudo é tão simplificado com uma forçada “teia de interligação” ao público, junto com os apetrechos tecnológicos, que o filme inteiro soou como “lamentamos ter brincado com o ícone pop de vocês, aqui está ele certinho, da mesma maneira que eu peguei”. Uns definiriam isso como um “retorno elegante ao mito original”, sou mais ousado, sem meias palavras, isso me cheira mais a retrocesso. Seria como Nolan fechar sua trilogia emulando Tim Burton, por temer os saudosistas, ou mesmo Garth Ennis pegar sua versão Max no final, e tentar fazer histórias mais super-heroícas com Frank Castle, como feito na época desenhada por Jim Lee.



3° QUARTETO FANTÁSTICO?

Um exemplo de empreendimento onde tudo seria dito como errado, e que daria errado. Um verdadeiro atropelo de equívocos, ninguém está sem culpa nessa. Vamos distribuir os carimbos de culpa:

1° “Fãs” retardados que xingavam o filme antes mesmo de anunciarem qualquer coisa do roteiro ou imagem. Só a simples associação do nome “Quarteto Fantástico” com a Fox, já fez tudo soar como profano.

2º Os produtores. Não há nada mais desestimulante, em qualquer atividade profissional que se dedicar e vim seu chefe e ferrar o seu trabalho, deturpando o que foi feito, ainda mais em algo como um filme, onde sua “falha” é exibida ao mundo inteiro, fazendo um belo você acordar com um alvo em cada parte do corpo, manchando quase irremediavelmente sua carreira, o que nos leva ao terceiro ponto:

3° Sua frustração transborda para os seus subordinados, no caso os atores, editores, figurinistas e etc. Criando rixas que só fazem a dedicação deles ser nula, tudo ser algo que nem mesmo eles acreditem.

4º Uma diluição, improviso e porrada de recortes no filme para supostamente agradar a massa contestadora que irá assistir ao resultado final, e advinha o que ocorre:

5º O resultado “aprimorado” acaba se mostrando um produto ainda inferior ao bruto, e o filme acaba sendo um fracasso em todos os sentidos, eleito pela maioria das pessoas como o pior filme do ano.

E essa é a parte da polêmica, ao menos para mim, uma boa parte do filme é sim interessante, embora do meio para o final seja o lixo tóxico que dizem ser. É extremamente visível o ponto até qual a proposta bem trabalha original é levada, e onde tudo começa com o improviso imbecil. Inicialmente o filme lembra bastante a versão Ultimate escrita por Mark Millar, mesmo que de maneira ligeiramente inferior. Não há a “inocência” em se fazer uma exploração cientifica, ganhar poderes e combater o mal, as consequências e ponderações sobre quem faz uma invenção, e quem de fato leva os créditos é um ótimo ponto. As reações adversas, e separações dos integrantes de acordo com seus poderes e necessidades psicológicas é outra boa trama. Mas para por ai, o resto, com a vaga motivação do “Doutor Destino” à improvisada e ridícula batalha final é a assinatura explicita do que produtores débeis, ignorantes sobre a 7º arte, são capazes de fazer pensando ganhar mais dinheiro.



FILME QUE SUPEROU AS ALTAS EXPECTATIVAS NO CINEMA






Menção honrosa: Homem-Formiga. Não foi brilhante, mas foi mais criativo do que eu aguardava.


FILME QUE DECEPCIONOU AS ALTAS EXPECTATIVAS:



1° Exterminador do Futuro: Gênesis

 Continuação + remake da obra-prima do cinema de ação feito por Cameron em Exterminador do Futuro 2. Em uma analogia: é como pegar uma piada muito boa e engraçada, e querer recontar ela para a mesma pessoa, mudando apenas algumas palavras.



2º Black Mass

 Texto em breve. Apenas menciono não ser tão instigante quanto esse trailer promete:





3º Pawn Sacrifice

Foi lançado mês passado no blog, é só clicar AQUI ou ver entre as dez postagens mais acessadas.


P.S: Peter Sarsgaard com ótimas atuações nesses dois últimos filmes da lista, fazendo papeis bem antagônicos.


FILME QUE TODO MUNDO VIU E EU NÃO


Birdman

 Mas recomendo, pela diversão, esse texto do Douglas Joker sobre.

 


Trapaça

Elenco muito bom, premissa interessante e um porém: 30 minutos iniciais ao colocar para assistir, eu já desisti. Não me convenceu, não deu a sensação de estar levando a algum lugar, nem mesmo o humor pode ser chamado de atrativo.
 


MELHOR FILME REVISTO


Todos terão texto sobre ao decorrer do ano, apenas digo isso: Se há algum na lista que não tenha visto, pare para assistir agora, já o que eu vi menos vezes da lista foi três vezes.

1° Rocky – Um Lutador (1979)




2° Touro Indomável


3° Gladiador


4º Mr. Nobody


5º Malena


6º A Vida de David Gale


7º Old Boy


MELHOR ANIMAÇÃO



PIOR ANIMAÇÃO



 Liga da Justiça: Trono de Atlântis

 
O antigo postador, Floyd Banner, falou dela AQUI. Ela é de 2014, mas chega a ser tão ruim, que não há problema em ser a pior animação por dois anos seguidos. Alguém trate de fazer algo pior, ou ela será reeleita esse ano. Há uma tão ruim quanto, da Marvel, protagonizada pelo Justiceiro e Viuva-Negra. Se visualizar uma dessas capas, apenas fuja e me agradeça depois. Um exemplo rápido do nível intelectual dessa animação da Marvel, em uma aparição de Amadeus Cho (ótimo personagem nos quadrinhos, vale mencionar) ele usa sua mente brilhante em uma partida de xadrez contra a Viúva-negra, e sua espetacular jogada de vitória é um xeque-pastor!!! Tá bom, vou parar, se não vou acabar citando o plano maligno do “ex da Natasha”...



MELHORES TRILHAS SONORAS





1° Drive

 
Em sua época de lançamento em dvd, Drive foi um filme muito positivamente comentado. Quando eu o assisti a primeira vez, não vi nada que sobressaísse a um roteiro regular, nem mesmo sua trilha me chamou atenção. Um tio meu, ainda mais aficionado por cinema, me pedira para gravar a trilha em um cd para ele, e dos últimos anos para cá, confesso que vou vendo certo charme no filme, e ainda mais em sua trilha, composta por Kavinsky, nome que vim conhecer um pouco mais esse ano. O cara não é um Hans Zimmer, mas é provável que se conheça ao menos um som dele, sem saber que é dele. Uma boa surpresa foi um som chamado “Rampage” tocado nas batalhas de “Dragon Ball Z”.



2º O Lobo de Wall Street

 
Assisti a esse filme poucos meses atrás, não digo que ele foi ruim, mas abaixo das minhas expectativas, não tem o mesmo poder de “Os Infiltrados” ou “Gangues de Nova York”, mas a trilha é uma ótima peça.

 





3º Candyman



Filme que eu nem sabia que existia, tomei conhecimento pelo game “TERROR DROME”, escrito por Clive Baker, fica bem abaixo do seu trabalho mais famoso – que também não é grande coisa – Hellraiser. Porém a trilha sonora, é uma composição altamente inspirada de Philip Glass, é dela que advém o temor que quem assiste pode sentir.





4° 007 Spectre

 
A quem tenha ficado nervoso com Spectre antes do Quarteto, a trilha composta é um show a parte.



5° Segundas Intenções (Indicação da minha mulher)


Filme que revi com a minha mulher, pelo motivo de ser um dos vários filmes que víamos no mesmo horário pela madrugada -- enquanto não nos conhecíamos – na Globo. É o clichê de “você está sozinho agora, mas em algum lugar, há uma pessoa fazendo o mesmo que você, e que deve lhe completar de alguma forma.” Ela os assistia por insônia, e eu pelo mesmo motivo, além de que eu passava as madrugadas desenhando, a TV era uma companhia. Eu não lembrava quase nada desse filme, e de fato, é um filme fraco, as únicas coisas dignas nele são algumas canções da trilha sonora e o final da sociopata gostosa, que casou com ótimo sincronia ao som de “14 - The Verve - Bitter Sweet Symphony”.



Continua...

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