sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A jornada de Hideo Kojima continua


Mesmo sendo um produtor consagrado, em 2015 Hideo Kojima (por diversos fatores) lançou o jogo mais decepcionante da história, "Metal Gear Solid V: Phantom Pain". Demitido da Konami e perdendo autoridade sobre todas as obras que havia criado, o futuro espera a criatividade e habilidades do designer, que afinal, ainda está nos seus 50 anos e muito bem; inclusive declarou que jamais pretende se aposentar completamente.


Pelo Twitter o japonês atualizou os seus fãs que vem viajando pelo mundo com Mark Cerny, designer de games da Sony, visitando diferentes estúdios atuais que produzem videogames e aprendendo sobre suas rotinas de trabalho. Como é bom ter dinheiro sobrando, não é mesmo? Hehehe. Foi uma jornada de 10 dias que incluiu empresas famosas como a francesa Quantic Dream (Heavy Rain, Indigo Prophecy) e Media Molecule (Little Big Planet).


Kojima e os artistas da Quantic Dream. Sabia que o David Bowie aparece no jogo Omikron? É mó estranho!

O designer mais insano de todos compartilhou sua experiência com o grande público, e começou citando uma frase de Arthur C. Clark

“qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia”


A partir disso, ele passa sua impressão. Apesar da grande decepção que foi seu último título, o designer expressa uma mensagem bem otimista e lúcida que trás esperança quanto aos futuros frutos de sua carreira.

“Pelo que entendo posso concluir que a criação de jogos é trazer a magia para o mundo real através da tecnologia mais recente. Ou, em outras palavras, fazer o sonho das pessoas virar verdade pelo uso da magia. Mas só ter a tecnologia em mãos não significa que você pode fazer magia”

“Recursos humanos que podem manipular a tecnologia e seu ambiente para usar seus talentos é algo necessário. E o mais importante é que a visão do estúdio tem que ser precisa para abraçar a tecnologia, os recursos humanos e o ambiente. Com todos esses fatos é feita a mágica tecnológica”.


“O que eu mais aprendi nessa viagem: começar o novo estúdio, contratar os funcionários, encontrar o escritório, organizar a construção, trabalhar na tecnologia mais recente e assumir o desafio de criar novas magias. Pode parecer que estou começando do início. Mas tenho fãs me dando suporte e amigos que compartilham meu sonho ao redor do mundo. Então não é recomeçar do zero. Continuo a criar jogos de última geração como faço há 30 anos”.

Esse papo todo de magia me lembrou Alan Moore... Claro que é uma excelente referência! Não é porque o último título foi uma derrota que vamos deixar de acompanhar a carreira de Hideo Kojima! Afinal, foi o seu primeiro deslize em uma carreira de 30 anos!


Relembrando que além de Metal Gear ele criou "Policenauts", "Zone of the Enders", "Snatcher" e já trabalhou com "Castlevania". Jogos que além de tecnologia de ponta apresentavam imensa profundidade, adrenalina e toneladas de conteúdo intelectual, artístico e filosófico. Como já digo há um bom tempo... 

Vida longa a Hideo Kojima!

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