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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

CAVALEIRO DAS TREVAS III #01


Texto A: Ozymandias Realista

Frank Miller nos dias de hoje é uma piada. Mas até ai, na era do meme, quem não é? Integrante da trinca suprema dos quadrinhos – Moore, Miller, Gaiman – Frank é de longe o mais criticado negativamente, aparentemente seu talento criativo expirou-se nos anos 90, e embora eu seja discordante dessa “afirmação coletiva”, é o parecer dos leitores. No frigir dos ovos, Frank passou para a trinca de fracassos: Cavaleiro das Trevas 2, Batman All Stars e Holy Terror. O escritor parece ter virado um velho cão de rua, onde qualquer um engraçadinho chuta. Todas as glórias do passado, ignoradas, enquanto Gaiman e Moore não superaram seus melhores trabalhos, porém mantiveram o padrão em empreitadas. Já em saúde debilitada, Frank arrisca concluir seu maior épico, e não há meio termo, ou será redimido ou declarado “culpado”, “senil” e todas essas denominações que jovens leitores de hentai dão com tanto entusiasmo. Mas ele não estava sozinho, o gangstêr Azzarello é seu escudeiro na árdua missão.


O passo inicial é contextualizar o enredo da maneira que faça sintonia com o primeiro volume (oitentista, Guerra Fria no auge) e o segundo (2000 para cá, era da informação em destaque, modismos, futilidades mais de 8000), ao que parece, ambos fundem a narrativa de ambos, embora mencionando TDK II com certa timidez, é compreensível. Na nossa atual era, politicamente correta, onde todos parecem ter voz, Batman é um mito ainda mais acessível às massas, mas não tolerado, e é no impacto desse reaparecimento que foca-se essa primeira edição. Há uns vislumbres propositais nos desenhos de Andy Kubert para remeterem a Batman Ano Um em algumas partes, bem como de relance a captura de Rorschach em Watchmen, mas é só.

Roberto?!!

Diana tem um papel de destaque nessa edição, questionando se salvar trás benefícios ou dependência, os aborígenes a qual ela salva servem de metáfora visual sobre a humanidade em seu parecer: um bando desorganizado tentando deter o que é diferente, o “monstro”, a “besta”, ansiando para serem defendidos por um poder maior, até esse “poder maior” ser o próximo inimigo e fera a ser caçada. A copula dela com Kal-El nos céus Miracleman, é você? Parece ter resultado no pequeno bebê que carrega, Jonathan. A escolha do Super-Homem sobre seu papel no mundo poderia não fazer sentido em uma mensal sua, mas dentro desse universo, dados os confrontos que suas poderosas ações produzem, mesmo quando não participativo, parece ser um caminho lógico a se tomar, seria isso, ou partir para dominação utópica global, fulminando Wayne e seus asseclas em Match 8.

O sentimento maior é de autocontrole. Miller se segurando em suas críticas políticas, mostrando o trabalho menos conservador e mais centrista, bem como Azzarello, freando seu estilo submundo “câmera andante” em ser narrar à história. Apesar da HQ não se mostrar “comum demais” como relatado em textos que eu li. Trabalho regular, provavelmente lerei a próxima.


Nota: 6.0


Ou Leia online: 



Texto B: Roger

Breve opinião do Roger do Planeta Marvel/DC:

Estamos de volta ao “futuro” da DC Comics que Frank Miller criou nos anos 80 em Cavaleiro das Trevas Retorna, uma de suas obras máximas!

Primeiro de tudo, é preciso saber que essa primeira parte é uma sequência de Cavaleiro das Trevas II, que muitos não gostam, mas, mesmo para quem não leu essa sequência, dá para entender bem a história, que, em minha opinião, foi bem equilibrada e moderada.

As referências estão todas lá, como as aparições da mídia televisiva, alguns dos personagens importantes que foram inseridos nos dois arcos anteriores (em especial a Mulher-Maravilha) e até mesmo nos desenhos de Andy Kubert que mantém o tom que Miller usou no primeiro Cavaleiro das Trevas, talvez por causa da arte-final de Klaus Janson e as cores de Brad Anderson. O gancho final deixa o suspense no ar e no geral, um bom início, o suficiente para criar uma boa expectativa para a próxima.

Aproveito para agradecer ao Ozymandias Realista por abrir a oportunidade de compartilhar esse post para poder expressar minha breve e humilde opinião sobre essa primeira edição de Dark Knight – Master Race.

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