Pesquisar este blog

smc

domingo, 5 de julho de 2015

08 LIÇÕES PRÁTICAS EM YU-GI-OH!


YU-GI-OH! É obsoleto hoje em dia, ainda mais depois da palhaçada chamada “GX”, porém nos meus tempos de moleque antes de ontem ele merecidamente foi febre. Eu gostava mais de jogar aquele card game do que qualquer outro jogo, incluindo o xadrez. Cheguei a ter cerca de 500 e poucas mini cartas, boa parte através de extorsão... Haw haw haw. Tempos difíceis. Talvez extorsão seja um nome forte, mas “ganhei” uma caixa de sapato com algumas centenas dentro para permitir um antigo vizinho a jogar no meu Ps2, Resident 4 mexia mesmo com as pessoas... Como tudo que vem fácil vai fácil, essa mesma caixa eu deixei na casa de outro amigo por vários meses e por preguiça não fui buscar, para quando finalmente chegar lá, descobri que a mãe dele jogou tudo fora, ato realizado por esta ser uma evangélica nervosa que alegava que tudo aquilo era do demônio. O desenho realmente sofria esse preconceito, qualquer outra cultura para um cristão ignorante é coisa do Satã e daí sabemos como termina. Do YU-GI-OH! que vale, onde Yami chutava a bunda dos otários que desacreditavam no coração das cartas, obtive oito lições:

08. COMBINAÇÕES DIVERSAS E ESTRATÉGICAS É O QUE VALE, E NÃO JOGADA PERFEITA


No primeiro episódio um provocador Kaiba, que por acaso é o temido campeão mundial de monstros de duelo (assim chamado o card game, mas foda-se, só chamamos de YU-GI-OH! mesmo!) resolve cutucar um garotinho chamado Yugi. Esse joga com o baralho do avô e toma a maior surra ante a artilharia pesada de Kaiba. Isso até ele completar “Exódia – O Proibido”, monstro em cinco partes que quando invocado faz com que o jogador ganhe e pronto, sem discussão. Eram cartas ultrarraras, a maioria das pessoas ficaria apelando com aquilo e se acharia invencível. Acontece que tempos depois, um garotinho invejoso jogou esse trunfo de Yugi de um navio. Yugi / Yami eram bons jogadores, enquanto a maioria das pessoas desistiria, eles redobraram a força em todas as outras cartas, potencializando o conjunto, que vale mais do que o isolado.

07. TENHA CORAÇÃO DE FATO NO QUE FAZ



Essa parte é mais apelo sentimental para as crianças que assistem, mas possui um fundo de verdade. Ter fé no que faz, ao mesmo tempo mantendo cálculos realistas estimula a concentração e motivação para vencer. É claro que na vida real não acontece como na animação de aparecer justo a peça chave na hora mais necessária. Mas coração faz sim diferença.

06. FORÇA BRUTA SEM SUTILEZA É IR DE CARA AO MURO



Joey sempre foi o personagem que eu mais me identifiquei, melhor dizendo, eu sou aquele cara, as únicas coisas que ele faz que eu não faço foi cuidar de uma irmãzinha. Joey não é o melhor, não tem talento, mas mesmo assim não desiste e vai aprendendo em meio a porradas e humilhações a ser melhor, e em dados momentos paga por sua audácia, como as vezes que enfrenta Kaiba, um dos pontos altos da série. O engraçado com Joey é que ele perdia direto e não sabia o por que, até Yugi lhe dizer que ele só tinha monstros, e nenhuma carta mágica ou armadilha. Essa é a primeira sutileza das muitas que ele aprende.

05.    ANALISANDO O PLANO GERAL



Quando eu jogava, peguei um hábito de Kaiba que era espalhar centenas de cartas no chão e ir montando diferentes seleções e combinações. Se Bruce Wayne tivesse três Dragões Brancos ao invés de Alfred e subestima-se mais seus adversários, ele se chamaria Kaiba tranquilamente.

04.    ATÉ A JOGADA MAIS FORTE TEM A FRAQUEZA MAIS ESTÚPIDA



Novamente ao Exódia. Na segunda temporada, Yami enfrenta um jogador que tinha vários Exódias no baralho. Eis a questão: como ganhar de alguém assim? Que na primeira jogada já pode te exterminar dependendo da sorte? A resposta: seu próprio excesso. O cara se achava tão transudo por ter uns cinco Exódias completos no baralho que não tinha outros monstros para contingência. Bastou a armadilha da Corrrentes da Destruição para anular do jogo algumas peças duplicatas e já era. As vezes a gente se dá por derrotado antes de começar um confronto por se preocupar tanto a força do outro, que esquece que ali tem uma fraqueza...

03.    ATAQUES PSICOLÓGICOS COMO EXTENSÃO DE GOLPES



Um dos meus episódios preferidos é a revanche de Kaiba na primeira temporada, na qual eles jogam com os discos de duelo ainda em estado bruto. Kaiba vai para cima como um trator, com um plano quase infalível: infecta o baralho de Yugi, como resultante destruindo seus monstros que tenham de 1500 de ATK em diante e faz pela primeira vez o Dragão Supremo de Olhos Azuis, com apelativos 4500 de ATK. Fodeu. Yami reverte de maneira lenta a situação, como ganhar de um ataque muito forte sem poder usar um terço daquela força? Criando uma defesa paradoxal de Kuribohs para ganhar tempo. Mais do que uma jogada, foi um ataque psicológico, você frustra profundamente um agressor cheio de sí quando mostra que seus ataques não surtem efeito. Quando tudo é revertido, uma das cabeças do Dragão é comprometida e ocasionará sua derrota, Kaiba pressiona yugi com a possibilidade do impacto do ataque o fazer cair de um penhasco. Outro ataque psicológico, só que abaixo da cintura, Kaiba ganha esse duelo. Se num desenho supostamente infantil os adversários não jogam limpo, imagine na vida real.


02.    DEIXAR SEU OPONENTE ESQUECER DE SUA CARTA VIRADA PARA BAIXO



Se você já assistiu “O Grande Truque” do Sr. Nolan, vai perceber a recorrência da distração do público para que os maiores truques como fazer sumir e reaparecer é extremamente baseado em desviar a atenção para o foco da ação. Cartas viradas para baixo são trunfos, tem função de intimidar ao mesmo tempo que prejudicar, mas só alcançam o determinado efeito quando seu adversário esquece que ela está lá. Imediatismo não vai te levar muito longe.

01.    ESTAR PREPARADO E CIENTE DE QUE EM BOA PARTE DAS LUTAS QUE VAI ENFRENTAR, ESTARÁ EM TERRITÓRIO HOSTIL E DESVANTAJOSO



Essa é clichê, mas funcional. É claro que lutar em um ambiente em que estamos acostumados ou que fizemos reconhecimento é ideal, até mesmo Sun Tzu aconselhava isso. Mas se tem algo que esse desenho ensinou é que nem sempre temos controle disso. Em várias situações Yami teve que reaprender tudo para se adaptar ou perder, Labirinto, Castelo das Trevas, Mundo da Fantasia com apelação do Pégasus olhando cartas e jogadas, Monstros dos Dados Masmorra... E o resultado nós sabemos.


Qual animes ou desenhos animados te deram bastante lições? Diz ai vai, sei que tem uma porrada--

Nenhum comentário:

Postar um comentário