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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Uma Crítica Com Bastante Parcialidade

O JULGAMENTO DO JUSTICEIRO


A pedido de um caro amigo, venho através deste humilde texto, dar minha (também) humilde crítica a um dos melhores momentos de um dos meus personagens preferidos da literatura gráfica: O Justiceiro (The Punisher). E com todo esse alvoroço da segunda temporada de Daredevil, fico feliz em dedicar minhas poucas palavras de puro êxtase a esse cara tão controverso.

A série em questão é O JULGAMENTO DO JUSTICEIRO (THE TRIAL OF THE PUNISHER). Escrita por Marc Guggenheim e ilustrada por Leinil Francis Yu e Mico Suanyan, a série contem insatisfatoriamente, somente duas edições, somando um total de, mais ou menos, 45 páginas. Porém, mesmo curta, o enredo te envolve fervorosamente, o que, na minha opinião, é a melhor série da MARVEL KNIGHTS. Mas antes, pra quem não está bem familiarizado com esse impiedoso "mocinho", vamos a um pequenino resumo.

Frank Castle, seu verdadeiro nome, era um militar; condecorado inúmeras vezes por honra e habilidades fenomenais perante à guerra; é certeiro dizer que ele é absurdamente disciplinado e implacável. Esse lado “extremista” dele foi bem retratado na série NASCIDO PARA MATAR... que eu também recomendo.

Vindo de uma família tradicional e religiosa, Castle foi criado com valores honestos e diligentes, obviamente, pondo a família acima de tudo. O que contribuiu à transformação dele nessa "maquina de matar", foi o assassinato de sua esposa e seus dois filhos numa guerra de gangues. Devastado pela grande perda, e incapaz de levar os assassinos à Justiça, Castle declara guerra contra mafiosos, traficantes, pedófilos, estupradores, políticos e policiais corruptos, opressores e etc; aqueles que se acham intocáveis pela Lei, ele julga merecedor da morte.

Apesar de ser um lobo solitário, seu conhecimento em varias técnicas de combate e diversas armas, torturas e artes marciais, tornam-o uma ameça para qualquer um, gangue ou exercito na sua lista negra. Sua perspectiva das priões, é de que são apenas áreas de lazer para aqueles que não merecem segundas chances. Sua ideia do combate ao crime é o total e completo extermínio de todos. O que deixa opiniões divididas em relação a ele.

Agora, O JULGAMENTO DO JUSTICEIRO, devo dizer que me deixou bastante pensativa sobre minhas perspectivas de algumas coisas. Não estou dizendo que vou sair por aí matando democratas, haters, funkeiros, fiscais do trânsito... não!, nada disso. Isso seria muito além da minha zona de conforto (Risos). O que quero dizer é que Guggenheim , de forma bastante discreta e sem enrolação, deixou bem claro quem é o Justiceiro, fazendo-nos admirá-lo de forma passional ("quase"). Mas me deixe ressaltar que essa série não se trata da ação que costuma-se ver nas histórias desse vigilante. Essa mini-serie se trata, especificamente, de uma mente calculista, fria e paciente.

Logo nas primeiras páginas, vemos o Justiceiro narrando que entrará na delegacia mais próxima. E ao entrar, ele diz que precisa confessar um crime. Onde na mala que ele carrega, está um promotor morto. Daí então se inicia o suspense, pois o roteiro é retratado no presente, nos deixando somente com o pensamento atual, O Julgamento de Frank Castle. Mas o mais intrigante, é a indiferença do personagem com toda a situação; nos dando várias teorias a discutir: "Ele quer se redimir com a Lei?" e "Quem ele quer matar e como?"... como sempre, misterioso. Mas o esclarecimento vem somente nas últimas páginas, numa conclusão genial, deixando a leitura implacável.


E pra quem é fã, é admirável como essa história foca naquele Justiceiro clássico e tradicional, experiente e metódico: de perspectiva bastante bruta e direta. Pessoalmente, eu consegui imaginar com bastante clareza a voz do Justiceiro que gosto. E sem contar a ilustração! Até hoje, sou muito fã do Yu, adoro o trabalho dele. E eu, com certeza, apreciaria a volta de Punisher MAX.



brhenda

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