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sábado, 20 de junho de 2015

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain na E3 2015




"Metal Gear Solid V: The Phantom Pain" lança dia 1 de setembro para plataformas e PC, sendo provavelmente o último capítulo da franquia que já existe há mais de 25 anos, quando Solid Snake tinha que invadir a base militar Outer Haven no PSX. Por que último capítulo? Afinal, é uma série cujas aventuras já foram jogadas por um arco histórico de 50 anos (1964-2014), há facilmente outros espaços que poderiam render novos jogos. Sim, mas acontece que o mercado de videogames está passando pela sua metamorfose mais estranha e preocupante até o momento, onde a ascensão de games e aplicativos menores para iPads e celulares tem feito a produção de grandes games como Metal Gear ser desvalorizada, chegando ao ponto crítico que o seu criador (um dos game designers mais aclamado de todos os tempos) Hideo Kojima foi demitido da Konami. Como ele roteirizou, dirigiu e produziu isso desde seu primórdio no MSX, podemos considerar Phantom Pain um último capítulo, pelo ponto de vista fundamental, ao menos. O novo trailer (dirigido pelo próprio Kojima) é único como os outros e discute questões interessantes além de deixar mais palhinhas do que deve rolar na trama.


"METAL GEAR" é o nome da arma nuclear a qual o enredo dos jogos costuma se passar ao redor. "PHANTOM PAIN" é como chamam a sensação de coceira e incômodo que muitas pessoas que perderam uma parte do corpo sentem enquanto dormem, como se ainda pudessem sentir o pedaço que perderam, a "DOR FANTASMA". A trama dos games costuma discutir uma infinidade de coisas, e como podemos ver pelas feridas explícitas no trailer do jogo, uma delas é o drama da vitimização dos soldados que lutam no campo de batalha.




Não é uma nação que nós habitamos, mas uma linguagem.
Não se engane; nossa língua nativa é nossa verdadeira terra-mãe.
- Emil Cloran, filósofo romeno

"Eu nasci em um pequeno vilarejo.
Ainda era uma criança quando fomos invadidos por soldados, soldados estrangeiros.
Arrancado dos meus ancestrais, eu fui obrigado a falar a língua deles.
A cada novo posto meus mestres mudavam, junto com as palavras que eles me faziam falar.
Com cada mudança, eu mudei também.
Meus pensamentos, personalidade, como eu via certo e errado.

Palavras... podem... matar."

"De tempos em tempos o país foi dominado por uma língua estrangeira.
Quando era um jovem garoto, ele perdeu a sua língua nativa. O berço para qualquer criança em desenvolvimento. O seu país, sua família, seu rosto, sua família; tudo foi roubado dele."


"Desde a Antiguidade, os governantes de todas as civilizações tiveram a mesma ideia. Quando as pessoas se unem, com uma força de vontade, se tornam mais fortes do que suas partes separadas. E o que se resume a unir as pessoas? Linguagem."

"Esse mundo se tornará um. Eu encontrei uma forma. Raça, afiliações, fronteiras nacionais; mesmo os nossos rostos se tornarão irrelevantes. O mundo que The Boss visualizou finalmente se tornará uma realidade e tornará a Humanidade uma novamente."

"América é um país de liberdade. Uma reunião de imigrantes. Ao invés de se igualarem, seus cidadãos vivem lado a lado com os outros. Então o major procurou um sistema que use informações. Palavras... para controlar o subconsciente."

"Nos olhos dele, o maior parasita simbiótico que o mundo já conheceu não foram micróbios, mas linguagem. Palavras são o que mantém a civilização... o nosso mundo... vivo. Liberte o mundo, não tomando a vida de homens... mas tomando suas línguas."

"Com isso, eu livrarei o mundo de infestação. 'Sans lingua franca' (sem língua franca). O mundo será despedaçado, e então... será livre."





"Les Enfants Terrible (as crianças terríveis). 


Foi como Zero chamou."



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