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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Crise nas Infinitas Terras


Crise nas Infinitas Terras foi uma maxissérie em doze partes lançada em 1985, com roteiros de Marv Wolfman e desenhos de George Perez.
Foi o primeiro grande evento da DC Comics reunindo seus maiores heróis e vilões e foi lançado para celebrar o 50º aniversário da “editora das lendas”.



Primeiro, é preciso saber que a DC Comics estava passando por uma crise (desculpe o trocadilho) editorial e financeira. Os principais motivos eram que a Marvel estava vivendo um auge criativo e de vendas e o chamado “multiverso” acabava confundindo os leitores, tanto antigos quanto novos. No decorrer das décadas, a editora adquiria novos personagens e criava uma terra diferente para poder acomodá-los. Isso acabou proporcionando um grave problema de continuidade na cronologia do Universo DC.


Só para citar alguns exemplos, a Terra-1 abrigava os heróis da “Era de Prata” como o Flash (Barry Allen), Lanterna Verde (Hal Jordan) e a Liga da Justiça original; a Terra-2 abrigava os heróis da “Era de Ouro” como a Sociedade da Justiça, o Flash (Jay Garrick) e o Lanterna Verde (Alan Scott); a Terra-4 abrigava os heróis que vieram da editora Charlton como o Capitão Átomo, Besouro Azul e Questão.

A verdade é que, fora a mensal dos Novos Titãs, também de Wolfman e Perez, nada mais parecia atrair os leitores, nem Batman, nem Superman.
Não à toa, a DC escalou a dupla de sucesso dos jovens titânicos para criar essa “crise” que serviria para alavancar as vendas, atrair novamente os leitores, arrumar os problemas de continuidade e acomodar os diversos personagens para que eles passassem a habitar apenas uma Terra.

A trama em si é simples – na aurora da criação do Multiverso, também surgiu dois seres poderosos, o Monitor e sua contra parte maligna, o Anti Monitor. O vilão passa a aniquilar todas as Terras do Multiverso de modo sistemático e caótico.
Então, o Monitor reúne heróis de várias outras Terras com habilidade específicas para derrotar o temível inimigo.

Naturalmente, no decorrer dos doze episódios, várias subtramas e reviravoltas vão acontecendo, muitos personagens aparecem, mesmo que rapidamente, e heróis bem conhecidos como o Flash (Barry Allen) e a Supergirl morrem de maneira heroica e brutal. Até mesmo os vilões se juntam aos heróis num esforço em conjunto para deter o Anti Monitor.

No final, há um nobre sacrifício que caracteriza muito bem o que significa ser o Superman. E a DC passa ter apenas uma terra – a Terra-0.

No geral, Crise nas Infinitas Terras tem seus méritos por ser uma tentativa parcialmente bem sucedida de arrumar a continuidade e acabar com a confusão do conceito de multiverso, além de dar origem a grandes reformulações de seus principais heróis – Superman, Batman e Mulher-Maravilha – que passaram a desfilar novamente no alto escalão, tanto na qualidade das histórias, quanto nas vendas.

Crise nas Infinitas Terras é leitura obrigatória.


Por Roger 

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