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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Vingadores 2: A Era de Ultron – OPNIÃO SINCERA COM SPOILERS



Não é fácil chegar e dizer para milhares que vão ler isso: “Não gostei do filme do ano”. Até porque é o espirito do blockbuster, em 90% dos casos, ninguém quer levar um filme assim a sério ou realmente analisa-lo, só quer assistir e rir com os amigos. Ah, mas o que você propõe no texto? Uma crítica? Não, não sou crítico, aqui vou ser apenas alguém que lê Marvel desde primeiro quadrinho que chegou sua mão até os dias de hoje. Só vou tentar, como diz meu nome, ser realista.
Primeiramente, acho que boa parte dos fãs do primeiro vai comemorar: o filme não é “dark” como dizem, nem o Ultron é o “Ultron da Zueira”, pelo contrário, tem até vislumbres eruditos, onde cita Shakespeare ou Nietszche. Visualmente amedrontador, o problema é justamente a maneira um tanto forçada no roteiro que as coisas ocorrem, fazendo com que o filme anterior seja um modelo que eles não conseguiram alcançar. Ao contrário de Loki, que possuía uma vingança por motivos emocionais contra Thor, fazendo seu complexo de deus (mas não era um deus? Formigas tem que ter problemas com as botas?), Ultron é algo superficial desde sua criação. O longa metragem dedica algo em torno de dez minutos de discursão entre Stark e Banner, no qual Stark ansiava por fazer uma linha de defesa contra um próximo ataque. O problema são as contradições já existentes em um universo que se destaca pela interligação: Se não havia muito tempo para desenvolver crivelmente o porquê da existência de Ultron, que o fizesse em uma parte do Homem de Ferro 3, mas segundo esse referido Stark destrói todas as suas armaduras, então, cabe ao telespectador desligar o cérebro sobre Stark explodir todas as suas armaduras para depois pensar em criar uma inteligência artificial que mantenha a paz. Mas antes de pensar nisso, seremos brindados com uma sequencia de porrada cujo único intuito é criar uma origem qualquer para os filhos do Magneto, que agora são apenas “alterados biologicamente”, cuja origem faz até o próprio Ultron quase dormir, é sério, note a cena. O mais divertido mesmo é ver quem falou mal da Fox pelo Mercúrio que ela utilizou no ultimo filme do X-Men, ver que o Estúdio que ele tanto defendeu fez o Mércurio ser o maior bucha do time, assim liberando a barra do Gavião-Arqueiro, agora realmente participante no filme, assumindo até mesmo uma postura de liderança maior que o Capitão. No começo do filme, existia um lindo gancho para Ultron seguir, que seria a real repulsa que as pessoas sentiam em relação as unidades de paz, com elas voltando machucadas para casa, uma cena bem X-men, mas que não serviu a muitos propósitos, já que Ultron decidi destruir tudo sem mais nem menos: nasci > Odeio Stark > Vou destruir a raça humana. Ainda há pequenas pitadas de Weldon, querendo justificar que Ultron se sinta como uma marionete cujo único propósito é cumprir algum entretenimento para seus mestres para ser descartado, Weldon tenta em alguns instantes dar uma seriedade, realmente o entendo, e acho que ele não consegue mesmo é pela pressão gananciosa que os produtores devem exercer sobre ele “Não quero drama, só coloque Wakanda ai”, “Invente um jeito do Ulisses Klaw aparecer”, “coloque o Visão, Máquina de Combate, Feiticeira Escarlate, Mércurio, Nick Fury!!!”... 


E pensar que ainda tinha gente querendo que o Aranha aparecesse, não sei aonde, mas tudo bem. A ação continua, embora ela não emocione como partes do primeiro filme, pela formula já ter se repetido muito, ou mesmo por eles terem uma “batalha épica” a cada vinte minutos em um filme com quase 3 horas. As piadinhas, ponto forte do Weldon em criar situações cotidianas engraçadas envolvendo superseres, como “explicações físicas para se erguer Mjornir” continuam, o que me desagrada, ainda mais do que no primeiro, é que quase nada é levado a sério, fazendo até mesmo o esperado “duelo de titãs” em devidos momentos, mais parecer uma luta do Máskara contra algum vilão, do que algo do porte de Hulk Contra o Mundo. Apenas ria enquanto vê piadas com boa parte das sagas e arcos que já leu, simples assim, eu não consegui, mas provavelmente você vai conseguir, e esforçando-se ainda mais, vai ignorar o romance forçado entre o Banner e a Natasha, cuja única função é o adestramento do Hulk. Viu isso General Ross? Todo esse tempo botando a Betty, jogando o Abominável ou virando Hulk Vermelho... Tudo que precisava era jogar nas mãos da domadora russa, com ela, um simples toque faz a fera virar o príncipe. Muito boa, flecha de adamantium (ou mesmo vibranium) com antídoto pra quê, certo? Ainda temos o Capitão, agora evoluído em questão de golpes e importância na equipe, uniforme melhor e... Quase sem máscara o filme todo? Ah, vamos falar disso depois, o que importa é que dessa vez ele vai para um mano a mano com o vilão, ao estilo que foi com o Loki, em uma cena que lembrou a do trem de Homem-Aranha 2, ambas são muito boas. Capitão também tá com menos cara de paspalho, além de que não tá mais como um enfeite para piadinhas “eu entendi a referência”, Capitão América agora forma combos alucinantes com o Thor no melhor estilo beat up, parece até o game “Marvel Ultimate Alliance”. Ah, o Borgo tinha razão: “Thor está hilário”, com esse personagem eu nem fico mais zangado, sempre foi isso, não vai além disso, e como eu disse, agora pelo menos faz combos com o Capitas, o resto os efeitos especiais preenchem. Viúva Negra ganha  certa “profundidade”, estaria a Marvel Studius pensando em fazer um filme sobre o passado negro da espiã em um filme sobre espionagem e sacrifícios? Ou um filme com lutas sérias e sangrentas do Hulk se tornando gladiador? São retóricas, por favor. Em resumo, a Marvel prometeu ousar, porém tudo que entregou foi um filme quase idêntico ao primeiro, só que com toques de “Soldado invernal”, ela fica indecisa entre entregar um stand up como o primeiro filme, ou sequências de ação ao estilo James Bond que foi Soldado Invernal, ao tempo que vai comprimindo o maior número de personagens para te dar a falsa sensação de que ela vai conseguir em próximos filmes reunir efetivamente centenas de personagens como ela faz nas mega sagas. Só gostaria de constar, que ao contrário de muitos que subjugaram a saga escrita pelo Bendis que dá subtítulo ao filme, eu achei ela bem inventiva e levantadora de bons dilemas morais, além de fugir de uma batalha final de frente ao inimigo envolvendo splash pages. É uma das ironias da vida, o mesmo sujeito que vai pagar de intelectual dizendo que depois de “Guerra Cívil” a Marvel não lançou mais nenhuma mega saga que preste (??!!!) é o primeiro a sair “extasiado” perante a experiência de “ver seus heróis na telona” porque “Não há época melhor para ser nerd” e “os maiores inimigos da Marvel são a Sony e a Fox”. Outra ironia da vida, para finalizar esse texto que vai levar 50 pedras nos comentários: O mesmo sujeito que diz que em Homem de Aço o Super-Homem é um inconsequente destruindo a cidade em uma luta, será o primeiro a aplaudir sequências de luta entre o Ultron e o Capitas dentro de um trem cheio de pessoas, ou mesmo o Homem de Ferro e o Hulk lutando no meio da feira ao melhor estilo The Kings of Fighters. Agora é só a gente esperar o próximo filme baseado em HQ que não seja da Marvel Studius para a gente o descrever como “pretensioso” ao tempo que entrega os preciosos 2 BI em arrecadação para Vingadores. Divirtam-se.




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