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domingo, 4 de janeiro de 2015

MELHORES E PIORES DE 2014 -- Lista não muito convencional



E aqui estamos nós, sobrevivendo mais um ano, com o conforto dos computadores e internet, não ficando mais a mercê da TV Aberta ou Fechada com a repetitiva programação de Natal, com todos os matérias B, C e Z que eles guardam para passar nesse mês. Passado o momento da maioria fingir se importar com os outros e gastar o dobro do dobro do salário que recebeu nesse mês, aproveite para ver uma lista que fiz improvisada com o que eu achei melhor em 2014. Concorde, discorde, faça download, amaldiçoe ou se divirta com ela. Até mesmo acrescente algo se valer a pena. E sim é um post atrasado, graças aos gigas que fiz upload no trabalho e na casa dos outros, há um quase divorcio e doses cavalares de GTA V online nas ultimas 72 horas, reduzindo meu raciocínio a apenas matar, matar e conseguir mais RP. Como comecei o blog em 2014, e não vi tanta coisa em 2014, muito material da lista foi de anos anteriores.


OBS1: Para download basta apenas clicar na imagem com esse nome logo abaixo de cada post (ou pelo menos quase todos.




MELHOR FILME: A Vida dos Outros


Há uma sala, nela se encontra um escritor/diretor de teatro, junto a sua namorada que é atriz protagonistas de suas peças. Ele toca esse sonata, em homenagem ao amigo da mesma profissão, que ele acaba de vir do enterro, mas do que um amigo: seu mentor. Após tocar essas notas, ele diz a ela: “Sabe o que Lênin disse a respeito dessa sonata? Parem de tocar ela, pois se eu a escutar mais um pouco, desisto da revolução para ficar apenas com ela.” Após a citação, ele pergunta a namorada: “Será que alguém que escuta essa música, que não só a escuta, mas que a escuta de verdade com o coração, pode ser verdadeiramente mal?” Mal sabia esse escritor, que sua vida não lhe pertencia mais, que tudo o que dizia era grampeado e escutado por um irredutível policial da Stasi (policia secreta alemã), que tudo o que ele pensava ter de vida, era só mais um projeto vigiado da Alemanha Oriental antes da Queda do Muro de Berlim. E por que todo esse trabalho com ele, seria um traidor do tão “amado” sistema socialista imposto lá? Pelo contrário a principio, o filme mostra sem pudor como funcionava o regime de medo imposto por uma real ditadura, em um lugar onde ou se era um corrupto do governo, ou se pertencia a lista dos caçados sobre a máquina alemã. Diferente de boa parte dos filmes, que retratam mais o nazismo, aqui temos uma obra-prima do cinema, ao mesmo tempo que nos relembra uma parte essencial da história mundial que antecede a reunião da Alemanha. Um dos melhores, se não o melhor filme da década passada para mim, um pérola que aparece de vários em vários anos em meio a um cinema cada vez mais sinônimo de blockbuster e 3D.





PIOR FILME: Espetacular Homem-Aranha 2




Era uma vez um rapaz muito talentoso, lá pelos idos anos 60, que teve “sorte” de encontrar um marqueteiro que criava rascunhos de histórias. Em um desses rascunhos, ele entregou algo como um cara que ganhava poderes de aranha e perdia o tio. E tinha umas ideias muito loucas pra vilões, possivelmente plagiando personagens que se perderam nas areias do tempo daquela época. Esse Marqueteiro se chamava Stan Lee, e se parecia com aquele cara rico que entrega um rascunho mal feito de como quer uma casa, e logo depois que a casa é construída pelo talento e habilidades de outros, ele vem tomar posse e dizer que o mérito maior é seu. O que importa é que se trata do personagem que introduziu não só a mim, como a maior parte dos leitores da Marvel nos quadrinhos. Junto com o Super-Homem, o Aranha realmente inspirou e passou valores morais para inúmeras crianças ao passar dos anos. Quando Sam Raimi fez o Homem-Aranha para o cinema em 2002, possivelmente ele fez o melhor filme da Marvel até os dias de hoje, bem como a sequencia feita em 2004, embora a maioria só goste de lembrar do fracasso comercial que foi Homem-Aranha 3, foram os filmes anteriores que melhor sintetizaram como eu enxergo até hoje a Marvel no quadrinhos: Personagens humanos, histórias bem escritas com humor inteligente, lições de vida, e batalhas grandiosas, cada qual em sua dose perfeita, os filmes de Raime agradavam igualmente crianças, adultos, fãs de quadrinhos. Embora esteja longe de ser uma transcrição perfeita das HQs, na época que o primeiro saiu, eu lembro do impacto que foi ver o personagem que eu só conhecia por desenho animado ganhar vida. E hoje, 13 anos depois, ainda não vejo eles de forma inferior, porque até mesmo o 3 é ainda muito melhor ao que um certo Mark Webb vem fazendo. Não é questão de birra para não “atualizarem o personagem para o século XXI”, Brian Bendis fez isso de uma forma totalmente inteligente em Ultimate Spiderman, o qual que li e reli mais de 5 vezes da edição 1 á 130. Vendi até tudo o que eu tinha para completar a Marvel Millenium para poder ler toda. A questão aqui é o quanto os envolvidos nesse filme querem fazer do Homem-Aranha mais uma moda adolescente, chega a indignar ver um personagem com uma mitologia tão rica ter essa sequencia que consegue ser pior do que o temível Espetacular Homem-Aranha. Eu encaro esses filmes mais como uma paródia do Homem-Aranha, do que um real longa sobre ele. Isso ou os criadores mal folhearam os quadrinhos, e se leram, acharam alguma “bobagem cafona” como os produtores acharam o universo do Batman nos anos 90, e o resultado de ambos, nós já sabemos. Electro com pilhazinha na cabeça, ficando com poderes porque caiu no meio de enguias, sendo um solitário que briga com o Aranha porque não foi lembrado, Harry Osborn parendo mais uma criatura de filme trash dos anos 90, deduzindo que o Aranha é o Parker por vê-lo do lado da Gwen Stacy... Por falar nela, ela no filme é que a inteligência, já que até para ganhar a luta o Aranha tem que escutar o raciocínio dela sobre como funcionam os poderes do Electro. Se você cresceu admirando a maneira criativa com que o Homem-Aranha usava para derrotar seus adversários (como o inversor magnético que criou para derrotar o Abutre na primeira luta), gosta dele tirando foto e encontrando J.J.Jameson, e lutando contra um cotidiano que empena nele, vai se decepcionar tanto quanto eu nessa comediazinha de adolescente.




FILME QUE SUPEROU AS ALTAS ESPECTATIVAS: Ninfomaníaca – Parte 01 e 02



Como todos os filmes de Lars Von Trier, quando você não assistiu nenhum deles e alguém te descreve, parece ser algo muito monótono. Como esses: “Mulher de 50 é achada espancada por homem, que a leva para casa e escuta suas experiências sexuais”. Sinopse simples, o coelho da cartola é como ele te entrega esse filme, de forma metafórica em vários sentidos, subjetiva e criativa, em um espetáculos de imagens que se tornam uma viagem de autoconhecimento, lhe fisgando pelos seus instintos. O que parece ser um conto sobre depravação sexual e apenas isso, acaba mostrando através do ouvinte, que pode simbolizar a quem assiste, o quanto tênue é a linha que nos separa da protagonista Joe (que inclusive tem esse nome em homenagem há uma canção do eterno Jimmy Hendrix). Na parte 1 ele introduz de uma maneira mais tendendo a comédia trágica inicial, mostrando como ela perde a virgindade para Jerome (Shia LaBeouf se redimindo na vida, entregando ineditamente uma atuação sólida) e o quanto estaria ligada a ele, apesar de... Os trailers mostram bem o que quero dizer:


 Vol. I





Vol. II 





FILMES QUE DECEPCIONOU AS ALTAS ESPECTATIVAS:Godzilla



Lembro de ser dezembro de 2013, e eu ler ansiosamente cada novidade que saia em sites sobre esse filme, principalmente no Actions e Comics. Me envolvia em discursões sempre, e na maioria delas acabava ganhando boas aulas sobre o que são “kaijus”, coisa que eu não conhecia ao certo por esse nome. Eu só havia assistido um filme do Godzilla, lá pelo começo dos anos 2000 na infância, mas pelos trailers, além de ser com o Bryan Craston (que eu queria ver mais em ação, após ter visto tudo de Breaking Bad em menos de um mês) prometia ser um dos filmes mais épicos dos últimos anos. Doce ilusão. O filme engana o espectador, como o dono de uma loja que coloca toda a sua qualidade em uma vitrine, mas quando entramos na loja, vemos que dentro não é tão fascinante quanto por fora. O filme se arrisca em ser dramático, porém feito de uma maneira tão B ou C que acaba sendo uma paródia de sí mesmo. Ao invés de uma história instigante, sobre a natureza ganhando forma, a humanidade lidando com algo imparável, por todos os ângulos mais criativos de câmeras, para dar ao espectador a sensação de pavor que o faria sair do cinema crente de que poderia existir tal monstro nesse mundo, o filme resume tudo aquilo que os trailers prometeram em uma simples perseguição do Godzilla a outros monstros que estão tentando se reproduzir. Nada mais. Acrescente um soldado feito por um ator canastrão que fica bem melhor em Kick-Ass, bem como o Godzilla sendo aplaudido pelas pessoas como em um final de filme da sessão da tarde onde tudo dá forçadamente bem... Isso foi Godzilla em 2014.




FILME QUE TODO MUNDO VIU E EU AINDA NÃO: Capitão América 2 – O Soldado Invernal



Me perdoem as pessoas mais “alegres”, mas o primeiro filme do Capitão só me deixou mais descrentes da Marvel Studius fazer filmes elaborados de maneira tão criativa e envolvente quanto os quadrinhos. Acrescente isso aos filmes do Thor e Homem de Ferro 3 e verá que para eles tudo virou uma gozação, é só fazer a mínima palhaçada que sabem que faturam alto, quase não há mais envolvimento em se fazer algo realmente bom, o que é indignante dado a quantidade de material bom que eles poderiam “adaptar” de maneira inteligente. Se fosse a Fox ou a Sony fazendo esses mesmos filmes (não que eu defenda ela, nos últimos anos, o que elas fizeram de bom com quadrinhos só foi o X-Men Dias de um Futuro Esquecido).


MELHOR ANIMAÇÃO: Batman – Assalto ao Arkham


  
Eu iria colocar a melhor animação como “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, mas daí lembrei de uma mais recente, de 2014: Batman – Assalto ao Arkham; E concordo com muita gente, o Batman mal precisaria aparecer ou ter o nome nela, é uma animação sobre o Esquadrão Suicida: um grupo com super-vilões condenados que aceitam trabalhar para o governo em troca de redução de pena, em missões... suicidas. A Marvel tem o equivalente a esse grupo, só que o deles são os “Thunderbolts”, ambos são muito bons, apesar de que eu suspeito que Esquadrão Suicida foi inventado bem antes.
Tudo começa com a missão dada a eles de matar o Charada, acusado de terrorismo, mas que no final é apenas alguém que deve ser eliminado por saber demais do governo. São convocados pessoas como o Pistoleiro, Nevasca, Dr. Bomerangue, Arquelina, e outros em um plano para se infiltrar no Asilo Arkham, que põe o próprio Batman no bolso. Uma animação muito bem escrita, crítica e adulta, mostrando bem o por quê a DC domina nas animações. O link abaixo tem a opção dublada e legendada no mesmo arquivo.




MELHORES TRILHAS SONORAS:



Guardiões da Galáxia



Finalmente um filme interessante com a Marvel Studius, uma bela jogada do diretor, que por acrescentar seus toques pessoais oitentistas, acabou dando um destaque para essa obra, não deixando ela como um “Vingadores genérico para te distrair enquanto Vingadores 2 não vem. Não foi o melhor filme que eu vi em 2014 como boa parte das pessoas, mas eu estaria sendo injusto se não cita-se a trilha sonora. Tão boa quanto a de Homem de Ferro 2 e Homem-Aranha 2, que devo falar futuramente.








ALI

 Vim ver esse filme apenas esse ano, e enquanto ainda não preparo um mega post sobre o Muhammad Ali, coloco essa bela trilha sonora, totalmente inspiradora, sobre um dos maiores lutadores que a humanidade já conheceu. Faixas como “Tommorow” lembram o possível lutador que existe em você.






Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

O filme que acabou não superando Begins e Dark Knights, mas que ainda é anos luz a qualquer outro filme do Batman feito de 66 para cá. Um filme que não foi melhor, pelo Nolan ser bem menos perfeccionista que os anteriores, mas que apesar de algumas falhas, ainda é uma sátira politica sem igual a como as pessoas enxergam o terrorismo na maioria das vezes como “revolução social”. O método de Bane e a Liga das Sombras é bem similar a certos cubanos que muita gente enxerga como “injustiçados pelos EUA”, que agora tiveram caminho liberado pelo Obama... Além do filme também ter sido inspirador, foi através dele que finalmente comecei a ler compulsivamente o Batman e uma boa fatia da DC nos últimos anos. Sem falar do som composto por Hans Zimmer ser um show a parte, a mínima composição que ele faz já se destaca, ainda mais quando ele compõe para um filme inteiro. A mais grandiosa cena do filme, não teria música melhor para expressá-la no universo do que “Why we fall?”, em 2:03 de duração, ele conseguiu compor a máxima do que o Batman me inspirou sobre a grandeza que o espirito humano pode ter. Considero esse CD como a obra máxima de trilhas sonoras até o momento.




Gladiador

 Mas não podemos esquecer de outro exemplo de grande força e honra que o cinema nos mostrou. Foi com esse filme que comecei a ver o cinema como arte, e não como um entretenimento qualquer. Foi a partir de cenas como o Imperador Comodus descendo para lutar com Maximus ao som de opera que vi o poder que temos em mãos ao se fazer uma história, e o mais importante: ao narrá-la. Hans Zimmer faz uma melodia palpável ao ponto de que fica quase impossível esquecer cada momento desse filme, simplesmente escutando algum trecho de suas composições. Embora a mais conhecida seja “Now we are free”, a suprema para mim é a “The Battle”.






O Homem de Aço

Quais as consequências reais de um ser como o Super-Homem no mundo? Isso altera a religião? A politica? O modo das forças militares se prepararem? E ainda pior, a humanidade sempre (em sua maioria) tendo os alienígenas como mitos, dado o clichê de quase sempre serem verdes e quererem invadir a Terra, como ela reagiria sabendo que existe uma real invasão alienígena, a qual não se sabe ao certo de um certo Kal-El que é procurado por eles, é um aliado ou inimigo dela... Foi por não usar o raciocínio e ter se acostumado com o cinema mastigado atual, onde se compra uma pipoca e se ri com os amigos por 120 minutos sem a película passar nada de útil, bem como o público que não lê quadrinhos, ter associado filmes assim a coisas “leves e descontraídas”, que um filme mais sério como esse já vira uma coisa “sombria”. Particularmente eu vejo esse filme como uma obra bem inspiradora, sobre o super-herói que foi a matriz para todos que chegaram nos quadrinhos desde dos anos 30. O post sobre Homem de Aço fica para depois, mas assim como Guardiões, essa trilha sonora não pode ser ignorada.






MELHOR DOCUMENTÁRIO: Bob Fischer Contra o Mundo



Eu já falei sobre essedocumentário aqui. Recomendado não só para entusiastas do xadrez como eu, mas para pessoas que se interessem sobre como a genialidade e o egocentrismo irracional andam de mãos dadas na vida.


MELHOR DIRETOR: Lars Von Trier



O que eu posso dizer desse cara? Não dá para enquadrá-lo em algum lado, sempre há alguém que se ofenda muito com ele. Pode ser o que for, Consevador, Esquerdista, Centrista, Ateu, evangélico... Lars Von Trier faz obras tão “depressivas”, que o depressivo real delas é vermos o quanto ele mostra com naturalidade todo o lado bestial das pessoas. Seja o quanto podem ser cruéis com um pouco de poder como em Dogville, o lado perverso de Adão e Eva em “Anticristo”, o relativismo circunstancial que determina a tristeza de alguém em “Melancolia” e mais recente Ninfomaníaca, ao qual expõe questões sexuais que a maioria se recente em falar. Definitivamente um artista para se colocar facilmente na mesma lista que grandes como Kubrick, Coppola, Fincher, Scorcese, Snyder, Nolan, Tarantino e outros.


MELHOR LIVRO: Manual do Idiota Bem Sucedido

Apesar de algumas piadinhas que muitos não vão rir, o principal do livro é te convencer que o mal sempre vence e que se o individuo quiser vencer, vai ter que passar por cima dos outros de maneiras canalhas. Reli esse ano, o livro é uma ironia muito bem feita com os livros de autoajuda que inundam o mercado editorial todos os anos, bem como me serve para entender melhor a cabeça da maioria das pessoas, que queremos ou não estamos cercados por elas, seja na faculdade, trabalho, vizinhança, dentro de casa... Quando não somos as pessoas que estão sendo descritas no livro. Se lido atentamente, tem um sentido prático muito interessante.


MELHORES REEDIÇÕES DE ENCADERNADOS:




MELHOR QUADRINHO LIDO: FURY – Minha Guerra se Foi


Existem filmes que eu considero o exemplo máximo sobre guerra: Nascido para Matar e Apocalipse Now. Juntando-se a eles, acrescento agora esse que para mim é o Réquiem do Garth Ennis. O cara é um gênio, é certo que muito leitor não considera ele um leitor sério, e só um cara que faz “palhaçadas de humor negro em HQs”, mas se tem uma coisa que em todos esses anos eu vi ele se destacar ainda mais é quando roteiriza histórias de guerra. E por mais que os temas de títulos dele fossem outros, como Preacher ou Hellblazer, ele sempre encaixava um conto de guerra, e aqui temos ele fazendo o que sabe fazer de melhor. O que parece ser só mais uma história de ação no começo, se revela como uma profunda reflexão sobre guerras importantes da história narradas através da perspectiva de Nick Fury, as quais incluem a passagem dele no Vietnam ou mesmo em uma missão secreta para assassinar Fidel Castro em Cuba. Ennis não toma nenhum partido, apenas entrega as coisas como elas são ao leitor, mostrando ambos lados errados, o quanto perdem, manipulam e glorificam com o sangue derramado. Nick Fury é mostrado como um viciado em lutar, cujo maior medo é não ter um confronto para participar, pensamento que ele descobre ser superado por um certo Frank Castle que serviu como fuzileiro com ele no Vietnam. Tardiamente ele se vê como um peão em jogo maior, vendo o quanto toda a carnificina ajudou mais a interesses políticos do que ao próprio mundo (embora em muitos casos também tenha ajudado).
O mundo, bem como nossas escolhas na vida sobre com quem vamos viver, abandonar ou poupar, é colocado de uma maneira fria e realista, definitivamente essa não é uma historinha com final feliz, tal qual como as nossas vidas: é um relato do que conseguimos realizar na vida até ficarmos velhos e derrotados, ou mesmo o que não fizemos, e o quanto nosso arrependimento tardio pode levar a causas extremas. De longe, a maior cenas de todas, é na ultima edição, no qual no enterro de um amigo, Nick Fury aperta a mão e conversa com um antigo inimigo... Para variar, a Panini até hoje não publicou esse material no Brasil.




MELHOR TÍTULO MENSAL: Batman Novos 52 – Scott Snyder e Greg Capullo


Eu tinha antipatia por Scott Snyder. O superestimado Vampiro Americano que lamentavelmente ocupava um lugar no antigo mix da Vertigo que parou de ser publicada, irritava pela história clichê e previsível com pinta de inovadora. Quando sai em busca da mensal do Batman e vi esse escritor, quase não li. Mas daí foi chamado atenção para uma pertença trama envolvendo corujas, e para minha surpresa, acabei lendo um dos melhores arcos do últimos anos. Snyder parece ter feito uma pesquisa de mercado, ou coincidentemente seu estilo de escrever consegue mesclar traços de Frank Miller, Jeph Loeb com Tim Sale, trilogia do sr. Nolan, bem como em algumas partes, um pouco da jogabilidade que mostrada nos jogos para PS3 da trilogia Arkham. A HQ, além de inteligente e muito bem elaborada pelos desenhos dinâmicos e geniais de Capullo, presta uma verdadeira homenagem a extensa mitologia do morcego, ao mesmo tempo em que acrescenta ao ponto certo mais a ela, Snyder temeroso da resposta do público ao revisitar clássicos como “Ano Um”, “Piada Mortal”, ou “A Morte de Robin” referencia com respeito a elas ao mesmo tempo que cria memoráveis arcos como “Corte das Corujas”, “Morte em Família” e “Ano Zero”.

A boa notícia foi a Panini ter republicado há pouco tempo todo o arco da Corte das Corujas (que envolvem as 11 primeiras edições do Batman dos Novos 52) em um encadernado de capa dura, por menos de 30 reais. Aconselho comprar o quanto antes, sabe como funciona aqui no Brasil, eles colocam menos exemplares do que deviam, e sempre tem alguém para comprar vários do mesmo para vender pelo triplo ou quadruplo do preço daqui a pouco tempo quando esgotar.




MELHOR DESENHISTA ATUAL: Lee Bermejo

Em seu currículo constam capas para Hellblazer, e quadrinhos como “Lex Luthor – O Homem de Aço”, “Coringa” e Batman – Noel (ainda sem review no blog e perto de ser publicado pela Panini) apenas para citar alguns. Aqui eu selecionei dez desenhos dele, cada qual uma obra de arte incomparável para mim.













MELHOR SERIE DE TV: Gotham



Como a maioria eu apenas enxerguei como uma maneira da Warner fazer dinheiro com essa onda de adaptações de quadrinhos. Eu tive a mesma dúvida que a maioria: Para quê fazer uma série do Batman sem o Batman? E a isso no primeiro episódio já me foi respondido pelas atuações sólidas, roteiro bem escrito e direção firme, tudo em um padrão que supera e muito boa parte das séries que vemos por ai, que mais parecem programas antes da Malhação da Globo, como “Agents of S.H.I.E.D.S”, além do modo que eu me identifiquei com o James Gordon, como exemplo de profissional e pessoa.
Diferente de Arrow, que preferiu plagiar boa parte da trilogia do Nolan, o que Gotham faz é referenciar a qualidade dela, fazendo referencias a quadrinhos como Ano Um, Gotham Contra o Crime, ao tempo em que filma e edita lembrando clássicos do cinema como Taxi Driver. Gotham vai se tornando palpável, e ao passar dos episódios o espectador mais cético sobre o porquê da existência de um Batman, vai entendo porque ele surgiria como uma resposta racional a ela. O roteiro se mantém em um nível inteligente ao ponto de sustentar uma história que se encaixe no espaço quase vago entre o assassinato dos pais de Bruce e seu retorno a Gotham determinado a fazer justiça com as próprias mãos. Diferente de Bruce, que ainda tem esconderijos, equipamentos e extenso treinamento, o que cativa em Jim Gordon é a coragem com que ele se expõe para resolver o que vê de errado, dando um tapa na cara de uma sociedade cada vez mais omissa que trabalha na base do “Qual é minha culpa? As coisas são assim e pronto”, ou “O sistema é assim”. Vejo nele a figura do verdadeiro profissional de bem que quer promover mudanças reais aonde vive, bem diferente de boa parte dos brasileiros... Embora muito se fale, e com razão, sobre o Pinguim, que promove uma atuação diferente, mas igualmente genial a de Danny De Vitto, o vilão número 1 da série para mim é Don Falcone. Cada aparição sua é um misto de classe, terror e metodismo que falta em boa parte dos vilões que vemos hoje em dia. Mesmo que estraguem tudo quando a série retornar agora em Janeiro, já teremos tido dez episódios memoráveis.

Episódios 01 ao 05




Episódios 06 ao 10



MELHOR GAME: GTA V


Michael -- O melhor personagem de vídeo game que vi até hoje.


Praticamente tudo sobre esse jogo já foi dito, as únicas coisas que digo é que em toda a minha vida jogando, nunca tinha encontrado uma obra tão ampla e bem feita. Mesmo esse jogo sendo de 2013, podem se passar quantos anos forem e ele será sempre atual, o único que pode destrona-lo um dia seria o GTA VI, que dizem os boatos, uniria todos os GTAs em um. GTA online é ainda mais insano. Aqui seguem quatro personagens que eu criei para jogar:

Coringa inspirado no Heath Ledger.



Cassady de Preacher.

Frank Castle do Universo Marvel Max.

Walter White de Breaking Bad.


OBS2: Dada a pressa e o excesso de algumas informações para alguns, alguns textos não saíram com uma qualidade boa para mim. Em breve vou escrever sobre alguns temas citados aqui de maneira mais ampla.


Força e honra.


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