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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

JOHN WICK – DE VOLTA AO JOGO? -



“Tudo tem seu preço.”

História simples que brinca com alguns clichês de filme de ação, e entrega um filme interessante. Conheça John Wick, mais um “cara qualquer” que acabou de perder a mulher para o câncer. Desolado, ele vê que antes de morrer, a mulher lhe deixou um carro e um cão filhote, para que ele não ficasse sozinho. John está tranquilamente em um posto abastecendo seu carro, quando é abordado por um riquinho (desses que nós vemos de faculdade particular aqui no Brasil) que lhe dispara quanto quer no carro. John recusa e antes de sair recebe a frase “Tudo tem seu preço”. E tem, principalmente se tratando de John Wick, revelado como um assassino profissional aposentado, que agora tem de voltar ao jogo. Pelo quê? Mais simples ainda: uma surra que leva do riquinho, seu filhote de cão assassinado na sua frente, bem como seu carro roubado. O que vem a seguir é o que chamamos de clássica eliminação de capangas até se chegar ao chefe de todos, como em um vídeo game.



O que faz se destacar no filme mesmo é o papel que é quase um presente para Keanu Reeves exorcizar alguns demônios pessoais dele. Tirando alguns excessos da ficção, Keanu Reeves é o John Wick da vida real, portanto diferente de tantas atuações apáticas que ele deu ao longo da carreira, aqui ele entrega um trabalho sincero, em tom de desabafo, tanto que considero, junto com o Neo em Matrix, e em parte em Constantine, a melhor atuação da trilha dele no confuso mundo dos cinemas. William Defoe também dá as caras, tornando o filme mais atrativo, porém o personagem que lhe dão acaba sendo um tanto decepcionante, ele ficaria melhor como a função inicial de antagonista. Porém em tempos cada vez politicamente corretos, em que filmes atuais de ação se preocupam muitas vezes em colocar um protagonista galã do que uma história agitada e violenta, John Wick, pela maneira que é filmado, lembra os filmes de gato e rato dos anos 70, que tinham uma atmosfera noir, onde os finais eram memoráveis, por mostrar o ciclo violento pela busca de objetivos simples. Agora só resta esperar que não inventem de fazer sequências desse filme, principalmente aqueles que mudam o ator principal por questão de orçamento. 

Nota: 6.0






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