domingo, 26 de outubro de 2014

EU NÃO VEJO UMA LINDA BORBOLETA



Senhores, eu realmente sinto ódio e decepção pelo resultado que o nosso país acaba de tomar hoje, dando mais quatro anos a toda a bandidagem e anarquia que vive o nosso país. Peço forças para Deus para que possamos lidar da maneira mais firme possível com o que nossa nação vai virar, nós seremos mais caçados e reprimidos ainda pela inversão de valores que cada vez mais se solidifica, mas sei que ao termino do dia, não teremos a consciência suja por ter incentivado e participado dessa imundície que nosso país se tornou.

O título dessa postagem se remete a um dos inúmeros pontos altos de Watchmen, em um teste de Rorscharch, Walter Kolvacs é questionado por um psiquiatra sobre o que ele vê nas pranchas, em um gesto análogo do escritor traduzir aquela situação como o nosso cotidiano, onde o cidadão médio egoísta sabe e se conforma com as mazelas diárias, mas mesmo assim pergunta aos demais se está tudo bem, em uma maneira de tentar filtrar a realidade, bem como no quadrinho, bem como no nosso mundo, olhamos para o erro, a corrupção, injustiças, e tudo que fazemos é dar um sorriso e confirmar um status de que tudo está sobre controle.

E não sei ao senhor ou senhora que lê isso, mas eu me sinto humilhado por ver que o país onde nasci, cresci, cantei o hino durante toda a infância nas escolas, se tornou um amontoado de pessoas covardes, corruptas e que temem qualquer minímo de raciocínio ou lógica, que aceita a corrupção por também ser corrupto. Estamos vivendo no meio de pessoas que não se importam com um patrimônio nacional como a Petrobras ser desfalcado por conta de porcentagens de roubo para manter mais forte um partido, pessoas que sofrem diariamente com a branda lei aos crimes, com a polícia sendo transformada em “mal necessário e que deve ser pouco utilizado”, hospitais públicos mais porcos que açougues, transportes públicos mais cheios que muitas carroças, e a tudo isso, o “cidadão” vem responder “sim, mas todos roubam, pelo menos esse fez pelos pobres”. É justo essa permissividade, identificação com o agressor que me fazia temer mais esse dia e esse resultado que mesmo estreito, acabou chegando. Transformaram Aécio Neves em um “capitalista opressor”, um “ofensor das mulheres” e “odiador dos pobres”, enquanto quebram nosso país com a maior naturalidade possível, sem o mínimo de honra ao patriotismo que devia ter o ser humano.




Tivemos a era de mais escândalos, a própria revista Veja tentou ser censurada pelo atual governo por estar mostrando incansavelmente o celeiro que virou nosso dinheiro público, até mesmo uma copa do Mundo que desafia a palavra superfaturada nos fez uma metáfora com aquela seleção sobre o modo que nós estamos trabalhando no Brasil: pessoas despreparadas, sem plano de ação, sendo esmagadas pela concorrência. O nosso país virou uma piada, e o mais revoltante, é ver o brasileiro em vez de se revoltar com o que vê e tomar uma atitude, se revoltar com quem fala do que está de fato acontecendo, infelizmente o brasileiro hoje provou ser um corno que mata quem possuiu a sua mulher, responsabilizando esse, e não a mulher que o traiu, é o mais próximo de semelhança de comportamento em negar a realidade que eu vejo. É o paradoxo de sempre ver uma linda borboleta no lugar do cão com a cabeça rachada, a bandeira nunca precisou ser tão amada e defendida quanto agora.

--Floyd Banner--

Review TV: Arrow



A moda é um negócio engraçado. Já repararam? Porque ela é cíclica. A mais nova ideia de hoje frequentemente é uma ideia de trinta anos atrás, que voltou pra panela, foi requentada e o garçom te serve como se essas batatas tivessem sido fritas agorinha, especialmente para você, só que não, essas batatinhas são do jantar do cliente anterior que sobejaram na mesa, e você aí, inocente. Em um momento é moda as mulheres usarem os cabelos compridos, e então é moda usar curto, e algum tempo depois volta a ser comprido e mais algum tempo depois, curto. Em um momento exalta-se acessórios minimalistas, e algum tempo depois já são os mais vistosos, mas aí passa-se mais algum tempo, e adivinha? Voltam a ser os minimalista!

O cinema é uma criação humana e compartilha essa natureza cíclica. Atualmente vivemos uma fase de exaltar heróis, vampiros, fantasias medievais e coisas correlatas, em suma, mundos bem diferentes desse que habitamos. Isso é um efeito colateral daquilo que poderíamos classificar como depressão social pós moderna, veja, ao longo de toda a história e evolução humanas, todas as guerras, todo o sacrifício, todo o sangue derramado, foi porque todas aquelas pessoas que choraram e sofreram consolavam-se em acreditar que passavam aquilo para construir um mundo melhor no dia de amanhã para seus filhos e netos. Mas agora, o amanhã chegou e ele não é nada melhor, na verdade a maioria das pessoas sensatas vai concordar que daqui pra diante a humanidade só vai ladeira abaixo, se afundando na lama cada vez mais. O amanhã será pior, tão certo como laranjas são laranjas. Então as pessoas se anestesiam na fantasia. O início do século XXI é a Era dos Heróis. Mas isso é uma fase, e eventualmente vai passar. Em algum momento tanta fantasia, tanta magia, tanto heroísmo épico vai encher o saco, e a maré  vai virar na direção oposta, toda a plateia vai ansiar por histórias que sejam o completo oposto dessa atual fase, começará uma era de dramas, melodramas e psicodramas, toda a ênfase da ficção estará no sentimento humano, na condição humana, na vivência humana. Pode parecer inacreditável para a geração que cresceu com Transformers e Crepúsculo, mas essa época vai vir. Mas esse dia não é hoje. Hoje, cavaleiros de Gondor e de Rohan, anões, elfos e homens, hoje nós lutamos!



A Era dos Heróis nos trouxe uma bela safra de lançamentos. E umas coisinhas bem ruinzinhas no meio também. A Warner lançou Smallville. Ah, Smallville, a semente da discórdia. Smallville é a cebola da DC. "Cebola?". Me explico: É que a cebola é um alimento extremamente polêmico, amado ardorosamente por uns e odiado por outros. Assim, Smallville coleciona admiradores em grandes quantidades, e desafetos em proporções épicas. Pessoalmente, nunca gostei de cebola. Pessoalmente, acho Smallville a coisa mais esquecível que já vi na TV. E ainda assim, Smallville é o pai biológico de Arrow.



Em seu ano de lançamento Arrow alcançou o invejável posto de maior audiência do Canal Warner, jogando para escanteio gigantes donos de público consolidado com Supernatural e Vampire Diaries. E isso não foi à toa. Claro que em grande parte o êxito se deveu à ampla campanha de divulgação do filme Batman O Caveleiro das Trevas Ressurge, da qual o seriado muito se beneficiou. Afinal, o Batman de Chris Nolan foi a grande fonte de inspiração para a criação do primeiro ano da série, admitiram os produtores. E precisava falar? Mais na cara impossível. E mais apropriado impossível. Porque também nos quadrinhos, Oliver Queen surgiu primeiro como um genérico do morcegão. Muitos pseudoespecialistas em HQ que torcem o nariz para a série ignoram esse fato, até aí, se existem uma mídia cheia de pseudoespecialistas que reclamam sem se dar ao trabalho de conhecerem aquilo de que estão falando, são os quadrinhos. Sim, nos quadrinhos Oliver Queen também apareceu primeiro como um genérico do morcegão. Leia os gibis antigos, está tudo lá. Flecha-Caverna, Flecha-Móvel, Flecha-Jato. Bem constrangedor, outro mundo, outros tempos. Esse Oliver Queen que surgiu a princípio como genérico do Batman depois foi ganhando identidade própria e trilhou seu próprio caminho, e esse é o legal da coisa, quando aquele Aquaman que era só a cópia do Namor evolui pra se tornar algo próprio e original, quando aquele Deadpool que era cópia do DeathStroke evolui para se tornar algo independente e original. Assim foi com Oliver Queen nos quadrinhos. Assim foi com Oliver Queen na TV.

Ao lançar sua nova séria a Warner a princípio lançou mão das fórmulas que tinha como garantidas. Em Supernatural Sam e Dean matam tudo que passa na frente; Em Vampire Diaries Damon Salvatore mata tudo o que passa na frente. Série nova, caminho a seguir? Põe o arqueiro pra matar todo mundo que passar pela frente! Mas essa série é nova, Oliver Queen não é um caçador sobrenatural de demônios e nem é um vampiro bêbado que vive séculos à base de sangue humano. Oliver Queen é um herói. O caminho tem que ser diferente. Após uma primeira temporada apenas eficaz, começa a história de verdade. O primeiro ano era uma jornada de vingança. A segunda é a jornada do herói. Oliver evolui de matador mascarado à guardião da cidade numa jornada humana com a qual todos podemos nos identificar, quanto percebemos que tomamos uma estrada errada e tentamos consertar. Oliver evolui e a série evolui com ele. Deixa-se de lado qualquer que seja a história que Nolan esteja contando em seu Batman cinematográfico e trilha-se um caminho próprio, com Slade e o mirakuru, Felicity Smoak e Sarah, Roy e a Liga dos Assassinos. Arrow deixa de ser genérico de outra coisa, Arrow se torna somente Arrow, assim como o Oliver Queen dos quadrinhos que também encontrou seu próprio caminho.



Encerrado a saga do ano de lançamento, o que vem à seguir mostra-se um regalo para todos os nerds de plantão, superando todas as expectativas possíveis. Temos o Conde Vertigo e o Rei Relógio, Caçadora e Canário Negro, Estilhaço e Solomon Grundy, Roy Harper e o Tigre de Bronze, Pistoleiro e Merlyn, o Esquadrão Suicida e as Aves de Rapina,  temos um hiperfodástico Deathstroke, a bitch-sempre-sinônimo-de-boas-histórias-Amanda-Waller e até Ra's Al Ghul e sua Liga de Assassinos, sem mencionar uma Felicity Smoak que é a própria Oráculo, saltada diretamente das páginas da LJA de Grant Morrison. Tudo isso no perfeito estilo de ser facilmente apresentável a um novo público ao mesmo tempo em que é duplamente prazeroso para quem já conhece as personagens e histórias. Um material que nada fica devendo ao que o Marvel Studios vem fazendo no cinema. Um detalhe digno de nota é o romance Felicity/Oliver, pra quem assistiu vê que é algo que quase não ia rolar e está acontecendo na terceira temporada por pura pressão do público. Esse é o legal, quando você tem um público que se importa, você conseguiu o prêmio máximo. A Segunda temporada terminou explosiva e as expectativas para o novo ano estão nas alturas. Mas se no segundo ano a série colocou todas as expectativas no bolso, por que seria diferente agora? Me lembro que ao longo dessa "Saga DeathStroke" da segunda temporada eu parei e pensei que Arrow era provavelmente a melhor coisa da TV naquele momento. Exatamente uma semana após ter pensado isso, li uma matéria de um grande site que dizia exatamente isso, que Arrow era a melhor coisa da TV naquele momento, e eu aqui, tipo, "Já sabia...". Bom, "a melhor coisa da TV" não pode receber outra nota do Ozymandias Realista que não seja um 10. Nota dez para Arrow Season 2.

 - Ítalo Azul - 


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- Ítalo Azul - 

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- Ítalo Azul - 

domingo, 19 de outubro de 2014

SITES PARA JOGAR XADREZ ONLINE






Quase sempre quando eu estou jogando com a criançada lá no meu trabalho, tem vários que perguntam: “Tio, sabe sites que eu posso jogar?”, “Como é que você faz pra ser tão bom? Onde o senhor treina?” e eu respondo: “Rapaz eu não sou bom. Vivo perdendo toda vez que entro pra jogar, o lance é treinar bastante.”, “Mas onde o senhor joga?”, olha ai aonde eu jogo na internet:

GAMEZER


Acho que só cheguei no LV. 18 nesse.

Muitas salas para jogar, peças em 3D bem feitas, carregamento rápido até mesmo em internet lenta, cadastro fácil. As limitações dele incluem o falta de relógio de calculo de tempo como outros da lista, ficando ele com a opção de impor o tempo máximo de demora para cada jogada, que incluem de 1 à 5 minutos. Também não é possível se colocar a foto que quer no perfil e algumas vezes as salas ficam dando bug, nas ultimas vezes que eu tentei entrar na minha conta, eu colocava nas salas e aparecia a mensagem “Essa sala encontra-se indisponível”.

Nível médio dos adversários:



Nota: 




SPARK CHESS


Parece mentira, mas depois de apelar em vários xeques eu consegui virar o jogo e ganhar dele nessa.

Esse aqui é muito bom, apesar de também não haver um relógio fiel ao relógio de xadrez, ficando em um sistema idêntico ao Gamezer. Aqui não se dividem os adversários por sala, é tudo embaralhado, mas disposto a quem está disposto a topar qualquer desafio, podendo ele ser bom ou não, no geral boa parte dos que estão jogando são iniciantes, e se está começando a jogar agora nele, o sistema faz uma espécie de triagem e te joga junto com os que também estão iniciando. O destaque fica para os gráficos e uma série de atividades extras que ele pode proporcionar se comprado.


Nível médio dos adversários: 


Nota: 

Link: http://www.sparkchess.com/



CHESS FACEBOOK: Chess app





Esse eu sugiro primeiro desativar o bate-papo e desligar o som do PC se quiser se concentrar melhor. É bem simples e objetivo, tem a opção 2D ou 3D, além da opção de apostar fichas e o mesmo esquema de tempo do Gamezer e Spark Chess. Esse aplicativo é mais um upgrade do mesmo (ou semelhante?) que tinha no Orkut. Bons tempos ali...

Nível médio dos adversários: 


Nota: 


Link: É só digitar chess em Aplicativos no Facebook, ou se arriscar nesse link:

https://apps.facebook.com/cp_chess/?game_id=2&code=AQDTur9ZjTdkMJ7RsGfK9NA9ca-VncZM2KWSfo-_E7bhKefe2O0dcABVnfPt3APgN8AWQVxYx2dXmzlSqeVwEq3B06En1tRsn6r5i7lWAossGooWoD13K3rvdi8hgKFvH70M-zm0WznMmmGNyGGJF9gKF8aviOMTJ5VwAktTTevt8Ap5XnxuRizNAQm92twjSCIrZAYrOpJUuhP1TFhTIr_dfe8VYvM3DKDRTJez8r7MxW16W7G1pY1sFSSqinajckd5OOOkpaBGPg1-zf6OroJg9TaEAfdhNqds9_pNsJHqi82zaewgBQGRVa_2go1KaPQZaotQgfcpRorABFs-MxLj#_=_


PLAY OK


Esse aqui eu desanimei no começo por me estar muito acostumado só com peças 3D, mas com certeza eu considero uma das melhores opções. Se escolhe as salas, os seus jogos são salvos e podem ser baixados, e o tempo de relógio é ajustado como o relógio realista dos jogos de xadrez, travando e fazendo o do adversário contar, e inversamente. Agora se prepare, porque a maioria lá realmente vai para demolir, esse sim é ideal para treino e aprimoramento no jogo.



Nível médio dos adversários:



Nota: 




CHESS PARK


De que adiante poder se não existe tempo para usar?

Esse é o meu favorito atualmente, descobri ele a cerca de pouco mais de uma semana, ao meu ver, ele é o mais completo da lista, só peca por não ser a versão completa (essa é preciso pagar se quiser também), tirando isso, ele é uma espécie de progressão do Play OK, aqui existem torneios, grupos de discursão (tudo em inglês, claro), jogos por escolha de tempo realista, quebra cabeças, auxilio do computador no modo treino e outras ferramentas. O nível dos adversários é muito bom, e é possível se colocar a que quiser no perfil. E se no play ok existem caras bons, aqui existem melhores ainda.

Perdi feio pra esse cara.
 


Nível médio dos adversários:


Nota: 


Link:https://www.chess.com/chesspark


MEGA JOGOS

Muito maligna essa águia. 

Esse eu fiquei fascinado logo que o descobri no ano passado. Além de ter de longe o melhor design 3D, o relógio também é o realista, e é possível até criar um rosto pro seu boneco, caso não queira colocar uma foto. Agora vem as desvantagens:

1.      Você só tem 10 horas grátis. Se quiser mais vai ter que pagar, não gastar tudo ou esperar um dia para recarregar gratuitamente.
2.      Os jogos não ficam salvos.
3.      Existem muitos “programeiros”, em especial nos campeonatos, ganhando freneticamente graças aos “cheats”.
4.      É preciso baixar o instalador, para acessar dele a sua conta.

Capivara.

Tirando isso, é muito bem feito, os campeonatos são bem interessantes, o máximo que eu consegui depois de muito esforço foi o bronze em um, mas no geral eu perdia todas ou ganhava uma ou duas.

Nível médio dos adversários: 


Nota:


Link: http://www.megajogos.com.br/jogosonline/xadrez



Quem tiver sites que jogue online que goste fora esses, coloca ai nos comentários.



Review Literatura: O Dragão de Gelo



E quando Os Beatles começaram a tocar, você estava lá? Provavelmente não estava, mas viu sobre isso depois, viu os efeitos. E quando os irmãos Lumiére inauguraram o cinema? Só ouvimos contar as histórias da transmissão do filme com a imagem do trem, e o povo correndo com medo, achando que era um trem de verdade. Eu imagino isso às vezes. Estar na Inglaterra em 1590 e assistir a execução de uma peça shakespeareana ao lado do próprio William Shaekespeare. Ou voltar alguns séculos antes ainda, e testemunhar a apresentação das primeiras tragédias gregas e a invenção do teatro. Ver Van Gogh pintando as telas e tentando em vão vendê-las. Se sentar com Leonardo Da Vinci e discutir geometria e aquele seu protótipo de máquina voadora. Eu imagino coisas assim, às vezes. É raro você estar lá, ver o exato momento da virada, testemunhar o surgimento daquele cara que depois dele o mundo não foi mais o mesmo. Ver a nona arte antes de Alan Moore, durante Alan Moore e depois de Alan Moore. Como esse tipo de coisa é rara e especial. Já imaginou estar lá e ver Tolkien colocar nas prateleiras a primeira impressão do seu O Hobbit?

Não podemos voltar no tempo e testemunhar o surgimento de Tolkien. Mas podemos aqui e agora testemunhar a ascensão de George R. R. Martin. Se você tem noção da importância de Van Gogh na pintura, de Shaekespeare no teatro ou Lumiére no cinema, deixe-me te dizer que tudo isso é o que Martin é na sua área. Esse cara é o Tolkien do século vinte e um, e dizer isso não é nenhum favor. É tão difícil falar de George Martin quanto é falar de Alan Moore, porque tudo o que havia pra se dizer já foi dito, porque chamar o cara de gênio é chover no molhado e porque todos os elogios são pó diante do talento do sujeito. Não falemos de Martin então, mas diligentemente leiamos a sua obra.



Apesar dos dragões, feiticeiros e outras coisas, todos os que já leram As crônicas de Gelo e Fogo não ousam contestar que não é leitura pra criança, nem de longe. A coisa é mais do tipo, "Crianças, corram para as colinas! Tapam os olhos e os ouvidos, e independente do que quer que aconteça, não voltem para cá!", porque o negócio é forte. E ainda assim não conseguimos evitar que aquele mundo de fantasia medieval exerça sobre os pequenos a mesma atração hipnótica que exerce sobre nós, mesmo não sendo para crianças.

Bom, esse aqui é. Censura livre, para todas as idades, um romance infanto juvenil. Você poderia imaginar George Martin escrevendo um romance ilustrado para crianças baseado em seu trabalho nos sete reinos de Westeros?! É, eu também não! E no entanto, eis aí o improvável dito cujo! Se é possível acreditar nas datas de registro do copyright, esse aqui precedeu a Guerra dos Tronos em uma década e meia, e assim sendo claramente foi embrião de idéias posteriormente amadurecidas, refinadas e aprofundadas. Alguns críticos opinam que a história se passa no mesmo mundo do conquistador Aegon Targaryen, e outros apontam inconstâncias nesse sentido (como a menina ainda poderia ser criança após um intervalo entre um inverno e outro?), mas no fim isso não chega a ser relevante. A história completa está aqui, sem necessitar de nenhuma leitura complementar para seu entendimento, nesse livro desconcertantemente fino para quem está acostumado ao atual trabalho de Martin. E ilustrado, ainda por cima! Ricamente ilustrado. Lindamente ilustrado, todos os elogios ao trabalho de Luis Royo. É só que é difícil acreditar que aquele cara que fez O Jogo dos Tronos também fez um livro para crianças, que ainda é todo ilustrado, e se situa no mesmo universo de Westeros! Eu não estaria mais chocado se você me dissesse que Quentin Tarantino acaba de assinar para dirigir o filme do Ben 10.

E o livro em si? Tudo de bom! Martin arregaça, sua prosa é uma canção, é melódico e harmonioso, cada palavra tem um peso e uma função, é uma sinfonia brilhantemente conduzida por um maestro que não aceita menos do que a perfeição da orquestra que o acompanha. Mesmo sendo um livro para crianças Martin não nos poupa do lado que não é bonito da guerra, a crueza, a selvageria e a brutalidade não deixam de estar lá, mas não se preocupe, pode tranquilo dar de presente para o seu irmãozinho menor, ele não vai ficar traumatizado nem nada assim, aqui o espetáculo é conduzido pelas habilidosas e seguras mãos de um renomado cirurgião. E tem "aquela coisa!" que o Harry Potter tem, de ser atraente para todas as faixas etárias. Merece seu lugar na estante de todos os seguidores da épica Guerra dos Tronos, que vão se deliciar mesmo talvez estranhando a ausência daquela dose maciça de sacanagem habitual. É, nesse aqui não tem sexo. Mas se ao olhar o tamanho do livro você parar e pensar "É um conto breve, nesse aqui não vai dar tempo ele criar um herói carismático e depois matá-lo, estou seguro dessa vez!" só te digo que os que subestimam George Martin frequentemente acabam por morder a língua. E depois não digo mais nada, porque é resenha sem spoiler. Aproveite o livro, vale cada centavo do preço e cada segundo do seu tempo. Avaliado por Ozymandias Realista como nota 9,5.

 - Ítalo Azul - 


Review HQ: X-Men



X-Men v4 #1 da Marvel Now (Aqui no Brasil como Nova Marvel) com roteiros de Brian Wood e arte de Oliver Coipel, estreou sendo uma equipe inteira de mulheres mutantes. O primeiro arco “Primário” presente nas edições 1-3, começou com um bom enredo, agradou alguns olhares e fechou com um gosto de “poderia ter sido melhor”. Na edição de estréia vemos Sublime, um antigo inimigo dos X-Men, indo pedir ajuda aos mutantes para que impeçam a sua irmã gêmea Arquea, um ser bacteriano que se desenvolveu por milhões de anos e agora volta atrás de vingança e para a dominação do planeta. A história contada até aqui pode soar clichê demais. Contudo, nessas três primeiras edições foi uma boa leitura.

O único problema nisso é que Arquea chega como se não houvesse mais esperanças para os mutantes, no entanto ela tinha potencial e provavelmente conseguiria conquistar o planeta. Porém durante essas três edições ela foi derrotada tão facilmente que o desespero dos X-men não fez muito sentido.  O que decepcionou foi a falta de ação deste arco, Wood deixou tudo para a ultima edição e ficou corrido demais.

Uma parte realmente boa deste arco é a Jubileu. Depois de algum tempo sumida das revistas dos mutantes, ela volta sendo mãe. Essa ideia caiu tão bem para a personagem que não estava tendo nada a agregar nos últimos anos. Mesmo não tendo feito praticamente nada neste arco, a relação dela com o seu filho adotivo Shogo foi essencial, foi tão natural, que nos fez crer que realmente existia um afeto entre mãe e filho. 

Outras personagens que se destacaram neste arco foi Vampira e Psylocke. Nas edições de 1-3, Anna Marie se saiu como a antiga Vampira, lá dos anos 90. Com bons diálogos, ironizando e com cenas de luta bacana, bem diferente daquela Vampira chata, arrogante e mal humorada que podemos ver nas primeiras edições de Fabulosos Vingadores. Já Betsy, a partir da primeira edição começou a usar as suas armas de energia telecinética. Evoluindo e não ficando mais apenas em adagas e katanas, ela cria um arco e flecha e consegue trabalhar muito bem com sua telecinesia. Foi algo que demorou pra acontecer e que estava ali a todo o momento mas suas aparições neste arco foram poucas, porém quando ela aparecia era simplesmente foda, e juntamente com Kitty Pryde, elas juntas tinham o potencial de derrotar Arquea tão facilmente.

Outra trama que aconteceu logo na primeira edição foi de Mercury e Bling. Quando Mercury soca Bling a derrubando no chão, foi muito confuso. No primeiro momento, não havia motivo de o porquê de Cessily ter feito isso, e podemos descobrir só no próximo arco.

Na segunda edição podemos ver que Arquea está à ativa com o corpo de Karima Shapander, a Sentinela Ômega, e procurando pessoas e as infectando para construir seu exército. Em um momento inesperado, Arquea confronta Kitty Pryde, a primeira quase sendo derrotada. Kitty então percebe o quanto a poderosa Arque é vulnerável aos seus poderes de intangibilidade. A luta chega a ser o clímax desta edição, e é aqui que Sublime começa a flertar com Rachel Grey, o que chega a ser irônico, pois Rachel o deixa fazer.

 Na ultima parte do arco “Primário”, o exército de Arquea chega ao instituto Jean Grey e logo é derrotado pouco a pouco. Enquanto isso, em Budapeste, local aonde Jubilation encontrou Shogo e Arquea possuiu o garoto, ela é cercada por Psylocke que receia em matar ela pois poderia matar Karima também. Ainda sendo pressionada por Tempestade para fazer isto e por Rachel para não fazer. De qualquer modo, Karima toma consciência e impede que Psylocke a execute, o que é muito estranho pois Karima estava em coma profundo por meses.

Wood e Coipel conseguiram criar um grupo de apenas super-heroínas que não precisavam estar em poses sensuais a todo o momento, o qual foi difícil de ver isso acontecer. Apesar de ser um grupo só de mulheres, em alguns momentos você não sente que está lendo, por exemplo, as “X-Woman” e sim apenas os “X-Men”. A arte de Coipel não estava muito superior a que ele está acostumado a fazer, mas ainda assim estava ótima. Protagonistas como Kitty Pryde, Rachel Grey e Tempestade, foram muito poucas exploradas neste arco. Basicamente Kitty ficou sendo babá dos estudantes, Rachel flertava a todo o momento com Sublime e Ororo só estava ali para dizer que ela precisava ser a líder daquela equipe. Assim, terminando o primeiro arco de X-Men, faltou ação ali, porém é uma leitura agradável.

 NOTA: 8.2

 - Bruno Lincoln - 


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A DONZELA


Uma donzela estava um dia sentada á beira do riacho deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:

   – Agora me lembro, não era um homem, ERAM DOIS:

E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinham o anel. E a donzela disse:

- Então está com o terceiro!

E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro
assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.

- Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo e a deixou desfalecida - gritaram os aldeões. - Matem-no!

- Esperem! - gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. - Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!

E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos.

O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo "Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor" .

E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.

Todos se viraram contra a donzela e gritaram: "RAMEIRA! IMPURA!DIABA!" e exigiram seu sacrifício. E o próprio Pai da donzela passou a forca para o seu pescoço.

Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:

- A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha
mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal a verdade?

O pescador deu de ombros e disse:

- A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.


Luís Fernando Veríssimo





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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

CAPAS DE STEVE MCNIVEN PARA DEATH OF WOLVERINE


   O arco vai ser em 5 edições, chamadas "3 Monsths To Die", mostrando Logan sem o fator de cura e com seus inimigos caindo em cima com tudo, o destaque mesmo para mim é o Mcniven voltando a desenhar ele, depois da aula de arte que ele deu em Velho Logan, eu paro para ler Wolverine até se for o Geoff Johns roteirizando (como se ele fosse sair da DC); 

Falando em Velho Logan, o Review dele será um dos próximos cinco que eu planejo.










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