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domingo, 21 de setembro de 2014

Review Cinema: Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário



Épico é pouco!

Me lembro há meses atrás quando um amigo nerd me mostrou no YouTube o trailer do Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário, minha resposta foi algo do tipo "Não seja tonto, não é um filme, olha essa imagem, deve ser o novo game". Só que não era. A animação era de babar, porque aquilo seria um filme, quem gastaria tanto dinheiro "só" num filme? Bom amigo, não reclame por uma vez ou outra a vida ser melhor do que a gente imagina. Não reclame e agarre, porque é coisa rara. Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário é um filme para ser agarrado com as duas mãos e prendido bem forte, até os nós dos dedos ficarem brancos pelas pressão. É pra prender com medo que ele fuja e escape porque esse filme é especial, é um diamante que estava dando sopa perdido no meio da areia da praia comum e vulgar.




Os Cavaleiros são adaptados aqui para a geração público dos filmes da Pixar e não fazem feio. A tecnologia e os efeitos são impressionantes e te fazem sentir todo o lendário poder de partir estrelas com as mãos e a velocidade de se mover em Mach Um, Mach Dois, Mach Três e, finalmente, a Velocidade da Luz. Todo o poder divino prometido no mangá ou no desenho original aqui recebem justiça dando uma maravilhosa sensação de ciclo se fechando porque, só agora, a antiga promessa é plenamente cumprida quando a história, que nos faz sentir como se fossemos tragados para dentro de um Playstation, mostra feitos que te dizem "Sim, a lenda falava daqueles que rasgavam os céus com as mãos e abriam fendas nos chão com os pés, e olha eles aí, olha esse poder, era exatamente isso que a lenda dizia, é real". Quando éramos crianças nos falaram sobre uma batalha entre deuses. Eis a dita cuja.

Ouvi por aí alguns dizendo que só apreciaria o novo filme que não conheceu a versão original. Mentira, vi todos os episódios da antiga série de TV e comprei vorazmente todas as edições do mangá e estou aqui dizendo que amei o novo filme.

Ouvi por aí alguns dizendo que só apreciaria esse filme quem já era viciado em Cavaleiros mesmo, mas que a percepção para o novo público era totalmente ineficaz. Mentira, assisti no cinema com dois amigos que nunca viram um único episódio da antiga série nem leram uma única edição do mangá e os dois saíram vidrados de lá, me enchendo de mil perguntas sobre a mitologia e quem era esse e quem era aquele e o que tinha acontecido antes e o que aconteceu depois.

O filme teve só pontos positivos? Infelizmente não, os que acompanharam a história original sabem como essa saga é comprida e cheia de detalhes e algumas coisas ficaram de fora (a ausência da batalha contra Shaka de Virgem é particularmente de cortar o coração) assim como fica um desejo de ter maior espaço para Shiryu, Hyoga e Ikki. Mas o filme em si tem tantas qualidades que chega a dar dor na consciência tentar apontar esse ou aquele defeito, até porque é uma história que já foi contada, os mangás e a antiga série estão por aí para serem revisitados quando quisermos, não é como se alguma coisa tivesse se perdido para sempre. Alguns sentiram falta da antiga sangreira épica, mas eu curti mesmo a nova abordagem, até porque a antiga eu já vi, e se fosse para fazer de novo exatamente igual, então nem precisaria fazer nada, simplesmente reveríamos o velho. O uso do humor foi interessante, os que leram o mangá original sabem que isso está lá, mas nas vezes que tentou aparecer na série de TV sempre pareceu deslocado, Aqui funcionou. Mais do que isso na verdade, o maior mérito desse filme foi conseguir algo que as centenas de episódios para TV e as dezenas de Mangás jamais conseguiram alcançar: Construir um Seiya de Pégasus carismático, fácil de gostar e por quem dá vontade de torcer. Nesse ponto a animação A Lenda do Santuário colocou o mangá original e a antiga série de TV no bolso, indiscutivelmente.

A avaliação do Ozymandias Realista para esse filme, numa escala de zero a dez, é de 8,5 por ter sido realmente bom, ainda que não sejamos cegos de não notar que tantas coisas fantásticas dessa maravilhosa mitologia deixaram de ser exploradas. Com todos os "poréns" que possui, Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário nos faz sentir com dez anos de idade outra vez. E isso é algo que não tem preço.

- Ítalo Azul -


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